A manhã nasceu silenciosa. Depois da confusão no baile, a mansão parecia estranhamente calma. Os empregados caminhavam pelos corredores em voz baixa, como se temessem despertar lembranças da noite anterior. Liana, porém, não conseguia pensar em outra coisa. A luta. Lucky. A profecia. E, principalmente... Álvaro. Ela lembrava perfeitamente do momento em que ele avançou para protegê-la sem pensar na própria vida. Durante a batalha, uma das garras de Lucky havia rasgado sua perna. Na correria da noite, ele fizera questão de dizer que era apenas um arranhão. Mas ela sabia que não era. Betânia havia comentado, discretamente, que o ferimento era profundo. Sem pensar duas vezes, Liana preparou uma pequena bandeja com água morna, gaze, ervas medicinais e pomadas cicatrizantes. Seguiu até o escritório. Bateu levemente na porta. — Entre. Ela abriu. Álvaro estava sentado atrás da grande mesa de madeira, analisando alguns documentos. Ao vê-la, sorriu discreta
Última actualización : 2026-08-05 Leer más