JOSH MEDICCIA dor no meu ombro pulsava a cada movimento, lembrando-me de que, embora continuasse vivo, tinha chegado perto demais de não estar. O ferimento já estava limpo e enfaixado, graças a Marie, mas a dor não era nada comparada ao que eu sentia naquele momento, sentado diante da porta fechada do meu quarto, esperando.Esperando Lucca Moretti.O som de seus passos pelo corredor era inconfundível: firmes, seguros, com aquele ritmo que não precisava anunciar quem estava chegando, porque já impunha respeito apenas pela maneira de caminhar. Endireitei-me na cama, respirando fundo.A porta se abriu devagar, e lá estava ele, de pé, com aquela presença que parecia preencher o quarto inteiro. Calça escura, camisa impecável e aqueles olhos negros fixos em mim, avaliando-me dos pés à cabeça como se pudesse enxergar até o último canto da minha alma.—Não é qualquer um que namora minha princesinha de dezessete anos —disse ao fechar a porta, sem preâmbulos nem cortesias—. Então vamos deixar
Última actualización : 2026-09-01 Leer más