Sophia mal conseguia manter os olhos abertos enquanto Hanna empurrava lentamente a cadeira de rodas pelo corredor do hospital. O efeito dos calmantes e anestésicos havia diminuído bastante, mas o corpo ainda parecia pesado demais. A cada pequeno movimento, a região da cirurgia ardia, obrigando-a a respirar devagar para suportar. Mesmo assim, insistiu que conseguiria fazer os exames sem precisar voltar para a cama. Nos braços, segurava a manta que havia ficado no quarto. Era a única coisa que tinha conseguido manter consigo. Desde então, apertava aquele tecido contra o peito como se fosse a única coisa impedindo seu coração de se partir completamente. Hanna, a enfermeira percebeu quando ela fechou os olhos por alguns segundos. — Está sentindo muita dor? — perguntou preocupada. Sophia negou devagar. — Não é isso… Mas era. Dor física também. Só que nada se comparava ao vazio dentro dela. O corredor estava silencioso, iluminado apenas pelas luzes claras do hospital, até que
Última actualización : 2026-05-11 Leer más