O vento pareceu ser o único som existente naquela varanda. Uma chuva fina começou a cair sobre o jardim enquanto Sophia ainda segurava a mão dele, esperando qualquer reação, mas ela não veio. Então, de repente, ele sorriu, um sorriso pequeno, quase indulgente, como quem escuta uma criança dizer algo absurdo. — Amor... — sua voz saiu baixa, tranquila demais. — Eu sei. Sophia encostou o corpo na grade. — Sa... sabe? Ele assentiu. — Claro que sei. Se nós nos casarmos, você vai ser a mãe da Aurora. A única mãe que ela vai conhecer de verdade.— Ele levou a mão até o rosto dela e afastou uma mecha do cabelo.— Sempre foi isso que eu quis. Sophia sentiu o chão desaparecer sob seus pés ao entender que não era falta de compreensão, ele estava em negação. Ele tinha entendido exatamente o que ela havia dito e, ainda assim, recusava-se a aceitar. Ela respirou fundo. — Heitor... me escuta. Ele sorriu outra vez. — Você está cansada. Nós dois estamos, vamos entrar, amanhã a gent
Última actualización : 2026-06-14 Leer más