AnaO carro seguia pelas ruas iluminadas da cidade, e o silêncio entre a gente era tão denso que dava pra cortar com uma faca.Não era um silêncio desconfortável… era outro tipo.Aquele que vem carregado de tudo o que a gente quer dizer, mas tem medo de deixar escapar.Eu olhava pra janela, fingindo interesse nos postes, nos faróis, em qualquer coisa que não fosse ele.Mas era impossível ignorar o reflexo dele no vidro — a postura relaxada, a mão apoiada no volante, o jeito tranquilo demais pra quem tinha acabado de bagunçar o meu mundo.Lex parecia calmo, mas eu sabia que não era.Dava pra sentir a energia dele ali, grudando no ar.— Você está muito quieta — ele disse, com a voz baixa.— Tô pensando. — respondi, sem olhar pra ele.— Em mim? — ele provocou, e o sorriso dele apareceu de canto, aquele maldito sorriso.Revirei os olhos, mas senti o rosto esquentar.— Não se ache tanto.— Não me acho, eu só perguntei — ele disse, rindo de leve. — Mas, se quiser negar, eu entendo.Suspirei
Última actualización : 2025-11-03 Leer más