POV: HAPHELPressionei o pé no acelerador, mas o veículo não respondeu. O pneu estourou com um barulho seco, me fazendo parar abruptamente.Olhei para a tela do celular, os olhos arregalados:— Quem é você, seu maldito? — Gritei sentindo a garganta arranhar. — O que fez com a minha mãe?— O mesmo que farei com você. — Uma risada fria ressoou do outro lado.A ligação caiu abruptamente, deixando um vazio insuportável.— Não... Não... — Fui tomada pela necessidade de agir, de fazer algo, qualquer coisa.Saltei do carro com pressa, as mãos tremendo. Chutei o pneu furado com força, mas a dor foi ignorada pelo pânico que me devorava por dentro.Uma sensação gelada percorreu minha espinha. Alguém ou algo me observava.Girei nos calcanhares, o olhar varrendo a escuridão entre as árvores. Vultos passavam pelas laterais, rápidos, distorcidos, como se as sombras tivessem vida. Um som áspero: garras arrastando no chão, lentamente... ritmadas... próximas.E então, os uivos.Frios, prolongados, com
Última actualización : 2025-08-08 Leer más