Inês já havia previsto isso desde o início, portanto, não se sentiu decepcionada.Afinal, se fosse o Grupo Lima que estivesse em apuros agora, mesmo que ela quisesse ajudar, Afonso não permitiria.No mundo dos negócios, só havia interesses, não havia espaço para sentimentalismos.Apenas quando os interesses estavam garantidos é que todos se mostravam dispostos a fazer um favor.— Estou livre, sim. Já faz um bom tempo que não nos vemos.Após arrumar as coisas em sua mesa, Inês levantou-se, pegou sua bolsa e saiu.Ao chegar ao restaurante, Benícia já estava lá.Ao ver Inês, ela apressou-se em acenar:— Inês, por aqui!Inês sentou-se à sua frente e perguntou com um sorriso:— Como foi a viagem?— Foi razoável.Enquanto falava, tirou um cartão bancário da bolsa e o entregou a Inês.— Inês, me desculpe, eu não consegui convencer o meu irmão. Neste cartão estão os dividendos das minhas ações e o dinheiro que juntei. São quinhentos milhões no total. Use para uma emergência, e se não for sufic
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