"Isabella"Minha consciência vagava para um lugar indefinido, um limbo entre a realidade e o sonho. Vozes, sons, frio. Só podia ser a morte. Mas a dor era real. O peso no peito. A luz branca no teto.A voz de Augusto, próxima, reconfortante.Tentei me mexer, mas o corpo parecia feito de chumbo, pesado, preso. Meu corpo reagia lento demais, como se não me pertencesse. As lembranças voltaram sem aviso: o buraco no chão, o cheiro de terra, a risada cruel de Carlos.Incapaz de reagir enquanto me arrastavam. A escuridão engolindo tudo. Quis gritar, fugir, mas meu corpo não me obedecia. Tentei de novo e meu braço se levantou; o outro continuava preso em alguma coisa. Precisava me soltar, tinha que correr, tinha que gritar, fugir. — Amor… calma. Calma. Olha pra mim.Mãos me seguraram, tentando me conter, e o cheiro de Augusto me atingiu. Seu rosto preocupado diante de mim. — Augusto… é você? — apavorada, toquei seu rosto para ter certeza de que era real. Era ele mesmo. Quente, em carne e o
Última atualização : 2026-01-24 Ler mais