ANGELINE HARRINGTON Mesmo Nikolai, sempre extremamente possessivo, eu não conseguia pensar em mais nada naquele momento, só sentir. A madeira da mesa rangia. O mundo se reduzia ao ritmo selvagem dele, ao suor que escorria de seu peito em minhas costas, às palavras obscenas e elogiosas que ele sussurrava entre um gemido e outro.Quando o clímax nos atingiu, foi como uma explosão silenciosa e violenta. Meu corpo convulsionou contra a mesa, e o rugido que saiu dele ecoou pelas paredes do escritório. Ele desabou sobre minhas costas, ofegante, seus lábios pressionados contra meu ombro.Depois de um tempo — segundos, minutos, não saberia dizer — ele me levantou nos braços, como se eu não pesasse nada. Carregou-me pelas escadas silenciosas até o quarto, nosso santuário e nosso campo de batalha privado. Na cama, sob os lençóis de algodão egípcio, a selvageria deu lugar a uma exploração mais lenta, mais torturante. Ele me beijou até eu ficar sem ar, suas mãos mapeando cada curva como se foss
Última atualização : 2026-04-02 Ler mais