O sol já entrava pelas frestas das cortinas quando Rose abriu os olhos.O quarto estava mergulhado naquele tipo de luz que faz o tempo parecer preguiçoso — dourada, morna, quase silenciosa.Pedro dormia ao lado, o braço jogado sobre a cintura dela, o corpo quente e sereno.Ela ficou alguns segundos ali, observando o rosto dele — o homem que um dia foi missão, depois loucura, e agora era o lar.Tentou se levantar devagar, mas o mundo girou.Um enjoo súbito subiu, e ela precisou apoiar a mão na parede.— Ugh… — murmurou, fechando os olhos.Respirou fundo. “Nada demais”, pensou. “Deve ser o jantar de ontem.”Foi até o banheiro, lavou o rosto e prendeu o cabelo num coque apressado.Quando se olhou no espelho, reparou que estava pálida, mas havia algo diferente — uma leveza no olhar, uma calma que não sabia de onde vinha.Pedro apareceu na porta, com o cabelo desgrenhado e aquele sorriso sonolento que sempre a desmontava.— Bom dia, senhora Nascer. — a voz rouca ainda carregava o sono. — D
Última atualização : 2025-11-15 Ler mais