Valentina acordou com a cabeça latejando.Não era uma dor comum. Era daquelas que começam atrás dos olhos e se espalham, como se o corpo inteiro estivesse lembrando antes da mente. Ela gemeu baixo, sem abrir os olhos, tentando se virar — e parou.Braços.Fortes. Quentes. Firmes demais para serem imaginação.O braço de Rafael estava em torno da cintura dela, pesado, protetor, puxando-a para trás como se, mesmo dormindo, ele tivesse decidido que ela não iria a lugar nenhum. A respiração dele batia ritmada na nuca dela. Calma. Profunda.Valentina abriu os olhos de uma vez.E tudo voltou.O elevador.O beijo.O quarto.As mãos.A voz dele baixa, cuidadosa.O jeito como ele não a apressou.O jeito como ele a segurou depois, como se aquilo fosse tão sério quanto qualquer contrato que ele já tivesse assinado.Ela fechou os olhos com força.— Que merda eu fiz… — murmurou, quase sem som.Se espreguiçou devagar, sentindo o corpo reclamar. Um incômodo conhecido, íntimo, impossível de negar. As p
Última actualización : 2026-01-18 Leer más