Fernando — Por favor, Liz… não vá embora…Eu ainda segurava as mãos dela quando ouvi os primeiros protestos vindos de dentro do ônibus.— Vamos, moça! — alguém reclamou. — A gente vai atrasar!Um funcionário se aproximou, visivelmente impaciente. Liz respirou fundo.— Fernando… vai ser melhor assim.Meu peito se apertou.— Eu sei que te magoei… eu sei que fui cruel… — minha voz saiu baixa, quase quebrada. — Mas… fica, pela Lia, ela está muito mal.Ela ergueu o rosto na mesma hora.— O que você disse?Engoli em seco.— A Lia… está doente. Está de cama. Com muita febre.Foi como se eu tivesse visto algo se partir dentro dela. Os olhos de Liz se arregalaram.— Como assim… febre?— Começou hoje… mas… — passei a mão no rosto, envergonhado — desde que você foi embora, ela não é mais a mesma.— Fernando… — Ela levou a mão ao peito.— Ela não tem comido. Está quieta, apática… não quer mais ir ao balé… não brinca… não ri…O funcionário pigarreou ao nosso lado.— Senhor, precisamos liberar o ô
Última actualización : 2026-02-25 Leer más