Bella O silêncio que se seguiu ao nosso furacão de lençóis era preenchido apenas pelo som das nossas respirações voltando ao ritmo normal. O quarto, mergulhado na penumbra, parecia pequeno demais para abrigar a magnitude do que acabara de acontecer. Rafael estava deitado de lado, com o braço pesado e protetor circulando minha cintura, puxando minhas costas contra o seu peito quente. Eu me sentia flutuar. Era uma sensação estranha e contraditória: o pavor de ser a filha de Arthur Andrade carregando o filho do seu maior rival, e a paz absoluta de estar nos braços do homem que, de alguma forma, tornou-se o um porto seguro em meio ao naufrágio. — Bella? — A voz dele vibrou contra as minhas costas, rouca e baixa. — Oi? — Não fuja — ele sussurrou, e eu senti seus lábios roçarem a minha nuca. — Eu sei que a sua cabeça está a mil por hora, calculando os riscos de tudo isso. Mas, por um momento, deixe rolar o que está acontecendo. Sem regras, sem passados mal resolvidos. Eu me virei nos
Última actualización : 2026-01-28 Leer más