Capítulo 33 — O que não é ditoMatteo Thompson A campainha tocou cedo demais para alguém que tinha atravessado a madrugada em um hospital. Abri a porta ainda com o corpo pesado, a mente lenta, e encontrei o rosto que eu reconheceria em qualquer circunstância.— Mãe… — franzi o cenho. — O que faz aqui tão cedo?Elizabeth não esperou convite. Entrou com passos firmes, o olhar avaliando tudo ao redor como se a casa fosse, de alguma forma, território dela.— Não consegui falar com você — disse, enquanto deixava a bolsa sobre o aparador. — Liguei para cá ontem a noite, e a Margot me contou que você passou a noite no hospital. Fiquei preocupada, meu filho.Foi então que ela a viu.Emma estava alguns passos atrás de mim, o rosto cansado, mas composto. Os olhos da minha mãe pousaram nela com atenção imediata — afiada, calculada. Emma, foi a primeira a quebrar o silêncio.— Bom dia, senhora Thompson.— Oi, querida — respondeu minha mãe, com um sorriso educado demais para ser inocente. — Como
Última atualização : 2026-02-10 Ler mais