Cap.153Pov, Lirah.Abri os olhos devagar, tateando o tecido suave e fresco sob o meu corpo. Minha mente era um borrão de névoa, exaustão e fragmentos de memórias dolorosas, a dor dilacerante no pulso, o choro desesperado da minha mãe, a frieza de Kaelom e o toque metálico da mão de Lucien se estendendo no escuro do hospital.Pisquei algumas vezes até que minha visão se ajustasse.Tentei me mover, mas um puxão sutil no meu braço esquerdo me fez parar. Olhei para baixo, meu pulso estava perfeitamente enfaixado com ataduras limpas e secas.Toquei meus cabelos e percebi que estavam soltos, limpos e cheirosos. Eu vestia um túnica longa de algodão cru, extremamente confortável e simples. Alguém cuidara de mim enquanto eu esteve inconsciente? Fiquei vermelha.Sentei-me na cama de madeira maciça, apoiando os pés descalços no assoalho de tábua corrida.O ar que entrava pela janela não tinha o cheiro de fumaça, combustível e metal da capital, era um ar puro, gélido, impregnado de terra molhada
Última atualização : 2026-08-22 Ler mais