Depois que o guarda me jogou na cama como um saco de batatas, fiquei sozinha.Mas eu me recusei a ficar parada, afundando em sofrimento. Eu precisava escapar. Eu não iria abortar meu filho.Não hesitei. No instante em que fiquei sozinha, deslizei para fora da cama e vasculhei minha tenda. Não havia armas, mas decidi que o espelho teria que servir. Coloquei sobre ele um lençol da minha cama para abafar o som, então bati com o punho até sentir o vidro rachar. Depois, forcei um pedaço grande a se soltar e corri para os fundos da tenda, o mais longe possível do meu guarda.Com cuidado, cortei a lona. O caco de vidro cortou minha palma, fazendo sangue brotar, mas não parei. Continuei cortando até abrir uma fresta grande o bastante para passar.Guardei o vidro no bolso, só por precaução, e fiquei de quatro. Espiei pela abertura e não vi nada além de um pequeno beco improvisado entre minha tenda e algumas outras. Quando tive certeza de que o caminho estava livre, rastejei para fora.O so
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