— P-por que... por que a gente tá nesse quarto? Gaguejou ela, dando um passo trôpego para trás e tentando puxar as mãos.— Você bebeu como se não houvesse amanhã.Explicou Nicola, suspirando. — Quando a festa acabou, você mal conseguia parar em pé. Eu me ofereci para te levar de carro, mas a tempestade inundou as avenidas principais em questão de minutos. Ficamos presos no trânsito. O único lugar seguro por perto era o meu apartamento.Ele não a soltou de imediato. Ficou ali, parado, falando bem perto dela. Juliana, num transe absoluto provocada pela mistura perigosa de ressaca com atração fatal, ficou encarando a boca dele. A linha desenhada dos lábios, o peito ainda meio molhado pela água do banho... Por um segundo, a cabeça dela viajou. "E se...?" Os lábios dela se entreabriram.Então, como se percebesse o curto-circuito mental da funcionária, Nicola recuou abruptamente, soltando-a.— Perdão por te segurar assim.Disse ele, voltando ao tom profissional e quase sem flexão na voz.
Última actualización : 2026-07-22 Leer más