O caminho até o apartamento de Elizabeth foi envolto por um silêncio denso. A cidade passava pelas janelas em borrões de luzes amarelas, vermelhas e brancas, enquanto o interior do carro permanecia mergulhado numa penumbra confortável, quebrada apenas pelo painel iluminado. As mãos dele apertavam o volante com força excessiva. Os nós dos dedos estavam esbranquiçados, e seu maxilar permanecia rígido, como se cada pensamento travasse uma batalha dentro dele. Ele queria falar, mas não encontrava as palavras. Elizabeth recostou-se no banco, observando-o discretamente. Havia algo profundamente humano naquela tensão. Theodoro Matarazzo, sempre tão seguro, tão controlado, agora parecia um homem tentando desesperadamente não desmoronar. Sua respiração era pesada, irregular, denunciando uma tensão que ele tentava, sem sucesso, esconder. Elizabeth observava discretamente, que Theodoro pare
Última atualização : 2026-05-04 Ler mais