— Voa, voa!Oliver corria a passos rápidos pelo imenso hall de entrada, arrastando atrás de si uma pipa pequena, colorida com tons de azul e amarelo. Não havia vento suficiente dentro da casa para fazê-la voar alto, mas, para a imaginação de uma criança de quase sete anos, vê-la planar a poucos centímetros do chão enquanto ele corria já era uma grande vitória.Ao se aproximar da ala leste, seus passos desaceleraram. Ele passou perto da imponente porta do escritório do pai. A madeira estava entreaberta, apenas o suficiente para que a voz grave e ríspida de Sebastian vazasse para o corredor.— Não é possível que isso esteja acontecendo de novo! — Sebastian esbravejava ao telefone. — Que segurança de merda esse banco tem, não é mesmo?Oliver parou por um segundo, abraçando a pipa contra o peito. Seus olhinhos azuis fixaram-se na fresta da porta. Ele sentia falta de quando o pai sorria e não passava as noites trancado ali dentro, cercado por papéis e detetives. O menino soltou um suspiro
Última atualização : 2026-06-29 Ler mais