Declan desligou o telefone com força, sentindo que a ira tensionava cada músculo de seu pescoço. Ao virar-se para retornar ao quarto, ficou paralisado. Valentina estava ali, de pé no umbral do corredor, com os braços cruzados e uma expressão indecifrável. Não havia reprovação em seu olhar, mas sim uma determinação que, para ele, era nova.— Você não precisa me proteger dela, Declan — pronunciou, dando um passo à frente —. Já não sou a menina assustada que saiu da casa Fairchild. Não tenho medo da sua mãe.Declan suspirou, aproximando-se dela.— Não é medo, Valentina. É que a Eleanor não joga limpo. Não é uma boa ideia. Ela manipula, distorce e fere. Não quero que você se exponha à toxicidade dela no seu estado.— Talvez não seja uma ideia de todo ruim — replicou ela com suavidade, mas com firmeza —. Talvez esta seja a única maneira de deixar minha posição muito clara. Se eu me esconder, ela pensará que tenho vergonha de quem sou ou dos meus filhos. Preciso olhá-la nos olhos e mostrar
Última atualização : 2026-02-24 Ler mais