Ao abrir os olhos novamente, descobri que estava deitada em uma cama de hospital. Naquele momento, o médico acabara de terminar os exames em mim.— Não há nenhum problema grave. Assim que o soro acabar, você poderá ter alta.Ao ver o médico, senti uma pontada forte na cabeça, como se de repente me lembrasse de algo. Segurei a manga do jaleco do médico e perguntei às pressas:— Doutor, vocês têm algum paciente chamado Fidel? Como ele está?— E o irmão dele, João, ele está bem?O médico olhou para mim com pena e deu um tapinha consolador no meu ombro.— O João já chegou sem vida. Os meus pêsames.— Quanto ao Fidel, ele já estava com uma das pernas machucadas, e depois, por conta da explosão, a perna boa também foi perdida.— Os ferimentos eram graves demais, não pudemos fazer nada. Daqui para a frente, ele precisará usar uma cadeira de rodas. Se tiver tempo, vá conversar com ele e tente consolá-lo.Dito isso, o médico virou-se e partiu.E eu fiquei estática, sem conseguir dizer uma palav
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