MAYAO ar parecia ter sido drenado do meu peito quando vi aquele vulto desaparecer na mata. Meus pés se moveram antes mesmo que meu cérebro desse a ordem. Saí pela porta dos fundos, ignorando o grito de preocupação da Tia Neide. Arthur, que já estava no quintal, percebeu minha agitação e correu em minha direção, interceptando-me antes que eu chegasse à cerca.— Maya, para! Pode ser perigoso! — ele exclamou, segurando meus ombros.— Ele deixou algo ali, Arthur! Eu vi! — apontei para o envelope branco preso entre os arames da cerca.Arthur, com o instinto de proteção em alerta máximo, pediu que eu me afastasse. Ele mesmo pegou o envelope, analisando-o com cuidado antes de me entregar. Minhas mãos tremiam tanto que quase deixei o papel cair. Rasguei o lacre com uma urgência dolorosa.Lá dentro, o passado me atingiu como um soco.Eram fotos. Mas não fotos recentes. A primeira era uma imagem amarelada, gasta pelo tempo, de um casal jovem e radiante. Meu pai, com o sorriso que eu via nos meu
Última actualización : 2026-05-11 Leer más