Aquela noite acabou acontecendo de um jeito inevitável. Como se nós dois tivéssemos passado tempo demais tentando fugir exatamente daquele momento. Os beijos ficaram mais intensos, mais desesperados às vezes, carregados de saudade, de desejo, de tudo que tinha ficado preso entre nós durante mais de um ano. Victor me segurava como se tivesse medo de que eu desaparecesse outra vez, e talvez tivesse mesmo. E eu deixei. Deixei as mãos dele percorrerem meu corpo, deixei ele me carregar até o quarto do chalé no meio de risadas baixas, beijos interrompidos e aquela tensão absurda que sempre existiu entre nós. A chuva continuava forte do lado de fora enquanto a noite avançava lentamente ali dentro. E, pela primeira vez em muito tempo, eu parei de tentar controlar tudo. Parei de pensar em São Paulo. No divórcio. Na Clara. No passado. Só existia o Victor. O calor dele. A forma como me olhava como se ainda estivesse completamente fascinado por mim. E talvez o que mais
Última actualización : 2026-05-30 Leer más