Eu permaneci sentado no chão diante dela até perceber que a respiração de Helena começava finalmente a desacelerar. Ela ainda estava pálida, os olhos um pouco perdidos, mas já conseguia acompanhar o que eu dizia. Quando tentou se levantar, fiz menção de ajudá-la, mas ela se apoiou na bancada e conseguiu ficar de pé sozinha. — Estou bem — disse, antes mesmo que eu perguntasse. Não estava completamente, mas parecia determinada a convencer a si mesma disso. Helena passou as mãos pelos cabelos, ajeitou algumas mechas que haviam se soltado e respirou fundo. Depois olhou para o espelho, verificando o próprio rosto, como se quisesse apagar dali qualquer vestígio do que tinha acabado de acontecer. Foi quando reparei no braço dela. As mangas do vestido tinham subido um pouco durante a crise e deixavam parte do antebraço exposta. Havia marcas ali. Algumas eram finas, quase apagadas, mas outras eram mais visíveis, linhas irregulares que atravessavam a pele. Fiquei olhando por um inst
Última actualización : 2026-09-10 Leer más