Heloísa saiu do quarto em pânico, aos gritos:— Tá tremendo tudo! É terremoto? É terremoto, né?Paula veio correndo logo atrás, com o bebê nos braços, chorando aos berros. Quando ouviu o barulho, se assustou tanto que saiu descalça, segurando a bolsa na mão, sem nem lembrar de calçar os sapatos.Quando as duas chegaram à sala, elas viram Lyra, que sempre tinha sido tão calma e racional, destruindo feito louca cada enfeite que ela tinha amado um dia. As duas ficaram paralisadas na hora.Heloísa correu até ela, tentando segurá-la:— Sra. Mesquita, pelo amor de Deus, não quebra mais nada! Fala com calma, senhora!Paula balançava o bebê, que não parava de chorar, e falou quase chorando junto:— Senhora, para, por favor! Vai assustar a neném!Quando Lyra ouviu o choro rasgado da filha, o corpo dela amoleceu. Parecia que toda a força que ela tinha explodido segundos antes tinha sumido de repente.Ela finalmente largou o vaso antigo que segurava na mão e foi até Paula, pegando o bebê e aperta
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