POV BIANCA O dia amanheceu cinzento, a névoa de Nova York arranhando os vidros da cobertura como se tentasse espiar o estrago lá dentro. Eu não tinha pregado o olho. Depois que Julian adormeceu ao meu lado, exausto, eu me desvencilhei de seus braços com cuidado e voltei para o quarto de hóspedes. Meu lugar, nas últimas horas, tinha sido aquela cadeira ao lado da cama de Enzo. Troquei a compressa fria sobre a testa dele, observando a linha dos pontos que o Dr. Aris havia dado em seu supercílio. Meu irmão parecia menor sob aqueles lençóis brancos e imaculados, a respiração pesada denunciando o efeito dos analgésicos fortes. Por volta das dez da manhã, ele começou a se mexer. Um gemido baixo e dolorido escapou de seus lábios inchados antes mesmo que ele abrisse os olhos. — Bibi? — a voz dele saiu num fio, rachada e fraca. — Estou aqui, meu amor. Não se mexa — segurei a mão dele, que estava livre de acessos, apertando-a com suavidade. — O médico disse que você precisa ficar quie
Última atualização : 2026-05-18 Ler mais