Carmen Gonzalez Maísa está visivelmente perturbada. Após resgatar a mochila que havia largado sobre os sofás perto da recepção, conduzo-a até onde minha mãe nos aguarda. — Maísa, minha querida! O que aconteceu? — Madre corre ao nosso encontro, acolhendo a sobrinha com a ternura protetora de sempre. — Vamos levá-la para a suíte, madre. Ela precisa se acalmar — sugiro, recolhendo nossas coisas para tirá-las da vista curiosa dos hóspedes na piscina. Já nos bastava o espetáculo ridículo que Pablo protagonizou mais cedo naquele mesmo hotel. Subimos pelo elevador até o andar da suíte em um silêncio pesado. Assim que tranco a porta de entrada, Maísa desaba sobre uma das poltronas do cômodo. — Quer tomar um banho morno para relaxar, minha filha? — minha mãe pergunta, alisando os cabelos da sobrinha. — Não... Eu não consigo, tia. Eu preciso falar antes que perca a pouca coragem que me resta — Maísa desabafa, a voz entrecortada por um choro agoniado. — O que houve, Maísa? Pode falar, nó
Última atualização : 2026-08-05 Ler mais