Sofia se revirava na cama, o lençol grudava em sua pele suada, e os olhos fechados tremiam sob pálpebras inquietas. Seus pesadelos iam e viam em cenas soltas. Sempre diferentes, mas sempre com o mesmo sentido: o erro. O único que a fizera abandonar Houston às pressas, deixando para trás reputação, colegas, pacientes, futuro.No sonho, o hospital era um labirinto. Corredores brancos se estendiam sem fim, luzes piscando em intervalos estranhos, eco de passos que não eram dela. Sofia corria, mas nunca chegava à sala de emergência. As vozes atrás dela eram de julgamento.— Foi sua culpa, enfermeira. — ecoava uma voz masculina.— Você devia ter checado de novo. — outra, mais aguda, como um bisturi.Ela abria portas que davam em paredes sem luz e sem vida, voltava pelo mesmo corredor, a respiração curta, o peito apertado. De repente, estava diante do paciente. O rosto dele não era mais nítido, mas o monitor cardíaco apitava em tom contínuo, o som da morte. — Sofia! — um médico a olhava, ol
最後更新 : 2026-04-19 閱讀更多