A luz da manhã entrava pela janela do quarto como um fio de prata, fria e silenciosa, e eu estava sentada à mesa da cozinha, uma folha de papel em branco diante de mim, a caneta na mão, o coração apertado como se alguém estivesse segurando-o com força, os olhos ainda vermelhos de tanto chorar durante a noite, sem conseguir dormir, sem conseguir descansar, sem conseguir pensar em outra coisa que não fosse a decisão que eu tinha tomado e o peso que ela carregava.As palavras não vinham, mesmo depois de uma noite inteira em claro, mesmo depois de horas e horas pensando no que eu ia dizer, mesmo depois de ensaiar mentalmente cada frase que eu ia escrever. Cada tentativa era um fracasso, cada palavra que eu colocava no papel parecia errada, insuficiente, incapaz de expressar tudo o que eu sentia.
Última atualização : 2026-08-21 Ler mais