A manhã da leitura da sentença amanheceu luminosa, como se o céu tivesse decidido oferecer a Helena um contraste delicado depois de tantos anos de tempestades. A claridade atravessava as janelas da mansão e iluminava os corredores onde, naquela mesma hora, Davi e Lucca transformavam uma simples corrida de carrinhos em uma grande aventura. As gargalhadas infantis ecoavam pela casa, leves e espontâneas, lembrando a todos que a vida insistia em florescer mesmo depois da dor.Helena observava os meninos da porta da sala, tentando gravar aquele momento na memória. Davi empurrava um caminhão vermelho pelo tapete enquanto narrava a própria brincadeira com a linguagem característica de sua idade.— Tutu! Óia! Meu caminhão vai ganhá!Arthur, sentado no chão de terno, sem qualquer preocupação com a roupa impecavelmente passada, fingia dirigir outro caminhão.— Será? O meu é muito rápido.Davi deu uma gargalhada.— Num é, não! O meu é fortão!Lucca, sentado entre os dois, bateu palmas animado.—
Última atualização : 2026-07-15 Ler mais