O quarto do hotel estava silencioso demais quando voltamos da varanda.O sol já tinha clareado completamente, mas nenhum de nós tinha dormido. O cansaço pesava nos meus ossos como chumbo, mas a mente continuava girando, girando, girando — Eloah, o acidente, as palavras de Maximus sobre o trabalho, sobre perigo, sobre não poder contar.Eu me sentei na beirada da cama king-size, os pés descalços afundando no carpete felpudo. Maximus foi direto para o minibar.Abriu a porta de vidro. Pegou uma garrafa escura. Uísque. Pelo menos era o que parecia.Ele não perguntou se eu queria. Apenas serviu uma dose para ele, em um copo baixo de vidro grosso. O líquido âmbar brilhou sob a luz fraca do abajur.Então ele me olhou.— Quer?A pergunta foi simples. Quase casual. Como se fosse a coisa mais normal do mundo.E eu, no automático, respondi:— Tessa não bebe.Ele parou. Me olhou.— Tessa nem estaria aqui.A frase caiu entre nós como um balde de água fria. Eu pisquei, confusa.— O quê?— Você é a N
Última atualização : 2026-05-05 Ler mais