Eduardo estava no corredor do hospital quando saímos do consultório.Não era coincidência, Arthur tinha avisado que estaríamos lá, e o pai dele tinha arranjado um jeito de aparecer sem transformar aquilo numa visita formal. Estava de jaleco, com um prontuário na mão, como alguém que passou por ali a caminho de outra coisa, o que era quase convincente.— E então? — Ele perguntou, olhando de um para o outro. — Está tudo indo bem?Arthur me olhou. Eu sorri.— Perfeitamente bem! E... o senhor vai ser avô de uma menina — disse.Eduardo ficou parado por um segundo. Depois a postura toda de médico simplesmente foi para o espaço, e ele abraçou o filho de verdade, não o aperto rápido de homem que não sabe bem o que fazer com o próprio afeto, mas um abraço longo, com as costas do Arthur nas mãos dele. Depois se afastou e me abraçou também, com a mesma intensidade.— Parabéns. — Disse, quando finalmente se separou dos dois, com os olhos brilhando de um jeito que ele provavelmente não ia admitir
Última actualización : 2026-08-19 Leer más