* Michel Alguns meses se passaram. A barriga de Ravena agora era impossível de ignorar. Aurora estava prestes a chegar — a médica tinha dito que poderia ser a qualquer momento nas próximas duas semanas. O apartamento já estava preparado: berço (ainda um pouco torto, mas firmemente montado), roupinhas dobradas, bolsa da maternidade pronta perto da porta. Eu vivia em estado de alerta constante, o celular sempre carregado, o carro sempre com tanque cheio. Naquela tarde, a campainha tocou de um jeito diferente. Quando abri a porta, minha sogra estava ali, malas ao lado, sorriso largo e os olhos já marejados. Ao lado dela, um homem de cabelos grisalhos bem cuidados, camisa social leve e expressão um pouco tímida, segurava as malas com educação. — Meu Deus, quanto tempo! — ela quase gritou, me puxando para um abraço apertado. — Bem-vinda, sogra. Ravena apareceu no corredor, andando mais devagar por causa do peso da barriga. No segundo em que viu a mãe, os olhos encheram. — M
Última atualização : 2026-08-04 Ler mais