EPÍLOGO DULCE GUERRA Eu estava feliz. Talvez essa fosse a frase mais simples para definir a minha vida naquele momento, mas, ao mesmo tempo, parecia pequena demais diante de tudo o que eu sentia. Não conseguia explicar completamente a mulher que eu havia me tornado. Dois anos haviam se passado desde o nascimento das minhas meninas, e quando eu olhava para elas correndo pela casa, brigando por algum brinquedo, rindo uma da outra ou simplesmente dormindo abraçadas, ainda parecia inacreditável que aquelas duas pequenas criaturas fossem minhas filhas. Minhas meninas estavam lindas, crescidas eram gêmeas idênticas, Maribele e Ketlin. Possuíam a mesma carinha, o mesmo sorriso, o mesmo jeito de franzir o nariz quando estavam contrariadas e, para minha infelicidade, os mesmos olhos do pai. Duas pequenas cópias de Damião andando pela casa e me dando trabalho. As duas tinham os olhos dele, aquele olhar verde e expressivo que parecia me observar até quando eu não estava fazendo na
Última atualização : 2026-08-31 Ler mais