O jeito que ele falou aquilo, quase como um segredo num tom provocador, me fez perder o chão. Um arfar curto saiu da minha boca sem eu querer, entregando o quanto aquilo me afetou. Não era só raiva o que eu estava sentindo; era uma vergonha quente que subia pelo corpo inteiro. Meu próprio corpo parecia estar jogando contra mim, respondendo à voz dele e àquela imagem quente e erótica que eu não conseguia tirar da cabeça: Apolo debaixo do chuveiro, molhado, olhando para mim enquanto se tocava. Saber que ele percebia o meu estado , que ele podia sentir meu coração disparado colado no peito dele , me dava um ódio mortal. A raiva veio forte, como a única defesa que me sobrava para tentar me proteger daquela humilhação. — Me solta, Apolo! Agora! — ordenei, tentando empurrar o peito dele. Minha voz saiu afiada, tentando esconder o desespero de estar tão perto. Mas ele nem se mexeu. Em vez de me soltar, os braços dele me apertaram ainda mais, me colando contra o corpo quente dele. Sen
Última atualização : 2026-08-30 Ler mais