O corredor do hospital permanecia silencioso naquela noite, quebrado apenas pelo som distante dos equipamentos e pelo movimento discreto dos profissionais. George continuava sentado diante da UTI, incapaz de se afastar. Desde que chegou ao hospital, parecia ter envelhecido anos em poucas horas. A imagem de Marina sendo levada às pressas para a cirurgia não saía de sua cabeça, e pensava a Ana lutando na UTI neonatal.Lúcia permanecia algumas cadeiras adiante. Não havia mais lágrimas constantes, mas seus olhos denunciavam o cansaço e o medo. De vez em quando, levantava-se para perguntar notícias da filha. Depois voltava a se sentar, como se cada minuto fosse uma batalha.Foi quando o telefone de Marina começou a tocar.Lúcia olhou para o aparelho que estava sobre a cadeira.Na tela apareceu um nome conhecido, Gorete.Ela pegou o celular, mas antes que pudesse atender olhou para George que se levantou.— Pode atender, Dona Lúcia, eu vou buscar um café para nós.Lúcia assentiu e levou o t
Última actualización : 2026-08-24 Leer más