Ponto de vista de IrisQuando acordei novamente, o quarto estava pouco iluminado, e havia uma grande sombra parada aos pés da cama.Minha respiração ficou presa quando instintivamente tentei me sentar, mas meu corpo gritou de dor imediatamente. Uma dor aguda atravessou minhas costelas e meu ombro, e eu estremeci. Tudo doía. Até meus dedos doíam.Por um momento, não soube onde estava. Então me lembrei.Atravessar a fronteira. Os renegados. O lobo negro. O homem.A sombra deu um passo à frente.— Calma. — Disse ele, com a voz calma e firme.Era ele. O homem que me salvou.Ele se aproximou, mas devagar, como se não quisesse me assustar. Puxou uma cadeira para perto da cama e se sentou. O doce aroma de pinho e chuva fresca tocou meu nariz.— Você ficou inconsciente por um tempo. — Disse ele. — Você teve febre ontem. Mas já passou.Pisquei, observando-o devidamente agora que minha mente havia clareado um pouco. Ele vestia uma camisa escura, com as mangas dobradas até os cotovelos.
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