A noite logo se instalou com uma calma pesada. O terraço estava praticamente deserto, iluminado apenas pelo suave brilho das lâmpadas penduradas que dançavam com a brisa. O som distante do mar parecia amplificar o silêncio entre eles.Clarisa e Eleonora ocupavam o pequeno sofá de vime, tensas e caladas. Adrián não conseguia ficar parado. Caminhava de um lado para o outro com passos lentos, mas carregados, passando as mãos pelo rosto uma e outra vez, como se quisesse arrancar a própria cabeça por não conseguir lidar com a frustração que queimava por dentro.—Filho… —murmurou Eleonora, com a voz suave e hesitante.—Agora não, mamãe —interrompeu ele bruscamente, parando de repente. Olhou diretamente nos olhos dela, com uma intensidade fria que fez com que ela ficasse congelada, e voltou a se sentar com a boca entreaberta e sem saber como continuar. Eleonora baixou o olhar para as mãos, sentindo um nó na garganta.Adrián soltou um suspiro longo e cansado, e continuou caminhando. O constan
Última actualización : 2026-08-17 Leer más