Capítulo 49 — Celine narrandoDepois da conversa com Adalberto, eu não conseguia mais olhar para minhas pinturas da mesma maneira. Durante toda a minha vida, a arte havia sido meu refúgio. Era o único lugar onde eu podia ser completamente eu mesma, sem precisar pensar nas ordens de Valquíria, nas comparações com Margo ou na vida que parecia ter sido escolhida para mim. Agora, porém, eu começava a perceber que talvez a pintura também tivesse sido uma parte importante da história do meu pai. Talvez ele soubesse que, um dia, eu encontraria aquelas obras e seria capaz de enxergar aquilo que outras pessoas não enxergariam. Entrei no ateliê determinada a analisar cada tela que havia sido recuperada dos pertences dele.Espalhei as pinturas pelo espaço e comecei a observar uma por uma. Algumas eram paisagens, outras retratavam lugares que eu não reconhecia e havia ainda algumas telas abstratas que pareciam não ter qualquer significado. Peguei uma delas e examinei a parte de trás. Nada. Passei
Última atualização : 2026-08-21 Ler mais