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Personalidad
Patrón de amor ideal
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Tu lado oscuro
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3 Respuestas
Wyatt
Dica boa
Taxista
Meu coração ainda acelera quando lembro do final de 'O Túnel'. Sabin, o protagonista, é um estudo fascinante de obsessão e culpa. A obra não entrega uma explicação simplista sobre o crime passional, mas tece uma teia de motivos psicológicos. Aquele momento em que ele admite o assassinato sem remorso revela mais sobre sua desconexão humana do que sobre paixão.
Ernesto Sabato constrói um paradoxo: o criminoso que busca compreensão através da escrita, mas permanece incompreensível. A genialidade está em como a narrativa nos faz questionar se amor e ódio são realmente lados da mesma moeda, ou se Sabin apenas usou a justificativa do 'passional' para mascarar sua própria misantropia. O final deixa claro que alguns abismos não podem ser explicados, apenas contemplados com horror fascinado.
2026-03-31 01:51:33
5
Isla
Radar literário
Esteticista
O desfecho de 'O Túnel' é como um soco no estômago. Sabin mata María não por amor, mas porque ela se recusa a ser a salvação que ele projetou nela. A cena do crime é seca, quase burocrática, o oposto do que esperaríamos de um 'crime passional'. Sabato desmonta o mito romântico da paixão assassina - aqui, o que mata é o narcisismo ferido. A última linha sobre 'o único túnel' revela o verdadeiro motivo: não amor, mas a incapacidade de enxergar o outro como ser humano autônomo. Uma crítica brutal à solidão egoísta disfarçada de devoção.
2026-04-01 15:42:29
8
Wyatt
Colaborador
Influencer
Li 'O Túnel' numa tarde chuvosa, e aquela última cena ficou gravada na minha mente como um filme noir. Sabin não é um amante traído - ele é um egoísta que transforma María em objeto de posse. Quando fala sobre pintar um 'túnel' em sua vida, a metáfora vai além do crime: revela como ele sempre esteve preso em sua própria escuridão interior.
Sabato brinca com nossa expectativa de redenção. Esperamos um arrependimento dramático, mas o que vem é o silêncio gelado de quem cometeu o ato como conclusão lógica de sua filosofia distorcida. Isso me faz pensar se 'passional' não é apenas um rótulo conveniente que a sociedade coloca em crimes que desafiam a racionalidade. A genialidade do livro está em nos mostrar o vazio por trás do rótulo.
2026-04-05 02:36:11
5
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Justa
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Tenho uma relação especial com 'O Túnel' desde que li pela primeira vez na adolescência. O romance de Ernesto Sabato gira em torno de Juan Pablo Castel, um pintor obcecado por sua própria solidão e pela mulher que se torna o centro de sua existência. A narrativa em primeira pessoa nos mergulha na mente perturbada do protagonista, revelando gradualmente seu ciúme patológico e a desintegração emocional que culmina em tragédia. Castel é um estudo fascinante de narcisismo e paranoia, enquanto María Iribarne, sua vítima, representa tanto um objeto de desejo quanto um enigma impossível de decifrar.
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Esses momentos destacam como a mídia vira arma nas mãos de Kira. A Sakura TV, inicialmente cética, acaba sendo instrumentalizada, refletindo temas reais sobre sensacionalismo e controle da informação. A tensão cresce com cada transmissão, especialmente quando Light arrisca tudo no terceiro anúncio, usando a paixão da audiência por espetáculo como cortina de fumaça para seus verdadeiros objetivos.