Quais Animes Ou Séries Retratam O Isolamento Na Pandemia?
2026-03-12 02:10:56
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EvaLuz
Fã romances
Chef
ABO Personality Quiz
Take a quick quiz to find out whether you‘re Alpha, Beta, or Omega.
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3 Answers
Tanya
Leitor ativo
Bartender
Uma amiga me indicou 'Welcome to the NHK' durante a quarentena, e cara, foi uma facada. A série mostra um hikikomori tentando sair do isolamento autoimposto, e ver aquilo enquanto eu mal conseguia sair do apartamento foi surreal. Os diálogos sobre ansiedade social, a dependência de delivery, até a distorção da realidade pelo protagonista... Parecia um espelho grotesco da época.
Outro que me pegou foi 'March Comes In Like a Lion'. As cenas do Rei sozinho no apartamento minúsculo, lutando contra a depressão enquanto o mundo lá fora segue, eram dolorosamente familiares. A diferença é que ele tinha o shogi; a gente tinha Netflix e Zoom. A série acabou virando meu conforto nos dias mais cinzas.
2026-03-15 05:04:37
6
Lydia
Crítico
Docente
Descobri 'A Silent Voice' por acaso quando um streamer comentou sobre a solidão do protagonista surdo. A pandemia trouxe essa barreira invisível entre as pessoas, e o filme lida justamente com a dificuldade de conexão. As cenas em que Shoya se sente isolado mesmo em meio à multidão me fizeram chorar - era exatamente como me sentia no supermercado, com todo mundo de máscara e evitando contato. O final esperançoso, ainda assim, me deu um alívio que eu precisava naquele ano.
2026-03-15 13:26:40
14
Ivy
Bibliófilo
Militar
Lembro que quando tudo começou a fechar em 2020, 'The Promised Neverland' me atingiu de um jeito diferente. A primeira temporada já tinha aquela sensação claustrofóbica das crianças presas no orfanato, mas reassistir durante o lockdown fez a analogia ficar ainda mais forte. A desconfiança dos personagens, a fuga impossível, até a forma como eles criavam rituais para manter a sanidade... Tudo ecoava o que a gente vivia.
E não foi só isso. Comecei a maratonar 'Erased', e aquele tema do protagonista preso no passado, tentando consertar coisas sozinho, também ressoou. A pandemia virou uma espécie de limbo temporal, e esses animes capturaram aquele sentimento de impotência misturado com esperança. Até os cenários vazios de 'Tokyo Magnitude 8.0' ganharam novos significados quando as ruas da vida real esvaziaram.
2026-03-18 07:32:57
2
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Minha irmã era autista. Os médicos chamavam isso de "sobrecarga sensorial severa". A regra era simples: nada de barulhos repentinos. Nunca.
Então, minha vida inteira foi vivida em silêncio.
Eu nunca usava salto alto. Nunca levantava a voz. Nem sequer tinha permissão para rir. Tudo isso para evitar que ela tivesse uma crise.
Meu pai, Victor, o Don da família Castellano, segurava meu ombro.
Seu rosto era uma máscara de culpa.
— Sera, você é minha boa menina. Proteger sua irmã é nosso dever. Você é saudável e forte. Pode fazer um pequeno sacrifício por ela, não pode?
Naquele dia, eu estava na varanda do segundo andar e, sem querer, derrubei um vaso de rosas brancas.
O barulho do vaso se estilhaçando fez minha irmã, que tomava sol no jardim lá embaixo, entrar em uma crise.
Pela primeira vez, Victor olhou para mim como se eu fosse a inimiga. Ele gritou:
— Você não consegue simplesmente ficar em silêncio? Quer deixá-la louca?
Minha irmã recuou, apavorada, até bater em uma mesa de vidro, soltando um grito agudo.
Victor passou correndo por mim, tomado pela raiva e pelo pânico. Ele esbarrou em mim na escada quando eu estava descendo para ajudá-la.
Perdi o equilíbrio e bati o peito com força contra a ponta afiada de um poste do corrimão de ferro forjado.
Uma dor intensa explodiu no meu peito. Abri a boca para gritar, mas nenhum som saiu.
Minha família inteira correu para cercar minha irmã, que gritava desesperadamente. Ninguém sequer olhou para mim.
Meus pulmões se encheram de sangue. Eu estava me afogando no chão.
Todos achavam que minha irmã, a autista, era quem precisava do conforto da família. Achavam que eu apenas tinha caído. Que eu podia esperar.
Eles estavam errados.
Meu namorado virtual é o meu chefe.
Mas ele não sabe.
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Hum, como dizer?
Pelo bem da minha saúde física e mental, reatar, também não é impossível.
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Eu achava que ele viveria uma vida inteira de pureza e autocontrole.
Até que, certa noite, vi ele segurando uma peça da minha roupa nas mãos, murmurando o meu nome em voz baixa...
O Amor Online, de repente, mandou uma foto do almoço.
Na imagem, havia um bife recém-saído da frigideira, ainda soltando vapor.
[Bebê, almocei direitinho. Pode me elogiar.]
Eu estava prestes a responder que ele era muito obediente, quando, sem querer, meus olhos passaram pela foto, notaram, impresso de forma bem visível na borda do prato: Grupo Pioneiro.
Meu coração disparou em pânico na mesma hora.
Era coincidência demais.
A empresa onde eu trabalhava também tinha esse nome.
Fiquei paralisada, com a mente completamente em branco.
O Amor Online, com quem eu conversava havia mais de um ano, estava ali, bem do meu lado?
Desde o dia em que descobri que Henrique Martins estava me traindo, todos os dias, assim que ele entrava em casa, eu o imobilizava no hall de entrada, arrancava suas calças e borrifava álcool de alta concentração em suas partes íntimas para desinfetá-las.
Consumido pela culpa, Henrique sempre se submetia em silêncio, com os olhos avermelhados, tentando me acalmar pacientemente e pedindo que eu parasse com aquilo.
Mas, hoje, ele chegou duas horas mais tarde do que de costume.
Assim que senti o perfume que vinha do corpo dele, perdi completamente o controle e comecei a puxar seu cinto com toda a força.
— Da última vez que você chegou meia hora atrasado, foi porque dormiu com outra mulher! Hoje você atrasou duas horas inteiras. Fala! Quantas foram desta vez? Quatro?
Depois de me pedir desculpas pela vigésima nona vez e ser empurrado para longe mais uma vez, ele finalmente ergueu a mão ainda marcada pela agulha da injeção intravenosa, por onde o sangue havia refluído pelo cateter, e explodiu, gritando comigo em completo desespero.
— Chega! Eu estou com uma febre altíssima, quase morrendo, e você nem sequer perguntou como eu estou! Todos os dias é a mesma crise. Isso nunca vai acabar? Eu só dormi com outra pessoa uma única vez porque estava bêbado! E você? Acha mesmo que é tão inocente assim? Não foi por acaso que, aos dezesseis anos, arrastaram você para um beco e a despiram para humilhá-la! Amanda Rocha, uma mulher paranoica e desequilibrada como você merece exatamente isso!
O borrifador caiu no chão e se despedaçou aos meus pés. O cheiro forte do álcool queimou minha garganta, impedindo que eu conseguisse dizer qualquer palavra.
Ao encarar o olhar carregado de impaciência e desprezo dele, senti apenas um cansaço profundo.
Talvez fosse melhor assim. Eu já não queria mais insistir em um relacionamento que há muito tempo estava completamente destruído.
Rodrigo, com quem eu estava em guerra fria, postou no Instagram:
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Em minutos, já eram noventa e nove curtidas e compartilhamentos.
Eu sabia o que ele estava esperando. Que eu cedesse. Como nas dez vezes anteriores, que eu pedisse para ele apagar o post.
Mas dessa vez, compartilhei e comentei.
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Depois disso, bloqueei todas as formas de contato dele.
Três dias depois, a irmã dele me mandou mensagem:
"O espetáculo de formatura do meu irmão ainda tem um ingresso reservado para você. Ele disse que, se você for, ele te perdoa."
Olhei para a passagem aérea sobre a mesa e respondi:
"Não tenho tempo"
Eu realmente não tenho tempo, porque fui aprovada no mestrado de uma universidade da capital e, naquela mesma noite, meu voo vai partir para a matrícula.
A partir de agora, ficamos separados por milhares de quilômetros.
E não vamos mais nos ver.
Lembrar como a pandemia nos isolou me fez buscar séries que refletissem esse sentimento. 'The Society' da Netflix, embora não seja especificamente sobre pandemia, captura a angústia de jovens presos em uma cidade vazia sem adultos. A dinâmica de poder que surge entre eles é fascinante, quase como um microcosmo da nossa própria sociedade durante o lockdown. Outra que me pegou foi 'Into the Night', onde passageiros de um avião fogem do sol mortal—um isolamento literal no céu. A tensão constante e as escolhas impossíveis lembram aqueles dias intermináveis em casa.
'Katla', uma série islandesa, mistura isolamento geográfico com elementos sobrenaturais. A vila coberta por cinzas vulcânicas e os segredos que emergem têm um peso emocional parecido com o que muitos sentiram durante a quarentena. E claro, 'Devs', da FX, explora isolamento filosófico e tecnológico, com personagens presos em suas próprias obsessões. A atmosfera claustrofóbica da série ecoa a sensação de estar trancado dentro da própria mente.
Escrever fanfics sobre isolamento na pandemia pode ser uma forma incrível de processar emoções e criar conexões. Imagino histórias onde personagens estão confinados em apartamentos minúsculos, descobrindo novos hobbies ou enfrentando solidão. A chave é explorar os detalhes cotidianos: a ansiedade de ver notícias, as videochamadas intermináveis, até a alegria boba de fazer pão pela primeira vez.
Uma abordagem interessante é misturar gêneros. Que tal um romance que começa com dois vizinhos se comunicando por bilhetes na janela? Ou um thriller psicológico onde o vilão é a própria paranoia do isolamento? O cenário pandêmico oferece uma riqueza de conflitos internos e externos que podem transformar fanfics comuns em algo memorável.
Lembro que no começo da pandemia, quando tudo estava fechado, os filmes sobre isolamento ganharam um significado completamente novo pra mim. 'The Quiet Place' já era assustador antes, mas assistir em casa, com as ruas vazias lá fora, me fez entender o silêncio de um jeito que nunca tinha sentido. E 'Cast Away'? Aquele filme do Tom Hanks preso numa ilha sempre me pareceu uma alegoria divertida, mas em 2020, a cena onde ele perde o Wilson teve um impacto emocional que quase me destruiu.
Outra pérola que descobri foi 'I Am Legend'. Aquele deserto urbano, a solidão do Will Smith conversando com manequins... nossa, parecia um documentário às vezes. E não dá pra esquecer de '10 Cloverfield Lane', que me fez questionar se eu preferia ficar trancado com um maluco ou enfrentar o apocalipse lá fora. Esses filmes, de repente, viraram espelhos distorcidos da nossa realidade.
Lembrando daquelas séries que me fizeram ficar grudado na tela durante dias, 'The Last of Us' certamente se destaca. A forma como a narrativa mistura tensão pós-apocalíptica com relações humanas profundas é incrível. Cada episódio parece um filme, especialmente pela atenção aos detalhes e desenvolvimento dos personagens. A quarentena ali não é só física, mas emocional, o que torna tudo mais intenso.
Outra que me pegou de surpresa foi 'Sweet Home', baseada no webtoon coreano. A mistura de horror, drama e ação dentro de um prédio isolado é viciante. Os monstros são assustadores, mas o que realmente me impressionou foi como os residentes enfrentam seus próprios demônios internos. A série tem uma atmosfera claustrofóbica que combina perfeitamente com o tema.