Me lembro de ter devorado 'Cores do Amor' em uma tarde chuvosa, e desde então fiquei fascinado pela autora. Cris Guerra, uma brasileira multitalentosa, não só escreveu esse livro como também é ilustradora e youtuber. Ela tem um jeito único de misturar arte com reflexões sobre relacionamentos e autoaceitação, quase como se cada página fosse um quadro vivo.
A inspiração dela vem muito da própria jornada pessoal – ela fala abertamente sobre suas experiências com amor, desilusões e descobertas. Dá pra sentir que o livro nasceu dessa necessidade de transformar sentimentos complexos em algo tangível, quase como uma terapia colorida. A forma como ela usa metáforas visuais (cores, pinceladas) pra representar emoções me fez olhar pra minha própria vida de um jeito novo.
Ler 'As Cores do Amor' foi uma experiência que me fez refletir sobre como as emoções humanas podem ser tão complexas quanto uma paleta de tons. A autora usa cada cor para representar diferentes estágios e nuances do amor: o vermelho simboliza a paixão ardente, aquele frio na barriga que te paralisa; o azul traz a calmaria da confiança, como um abraço que acalma a alma depois de um dia caótico. Até o amarelo, que muitas vezes associamos à alegria, aparece diluído em tons pastel, mostrando como o amor também pode ser frágil e sujeito à desbotar com o tempo.
O que mais me pegou foi a forma como o roxo é utilizado. Ele não representa apenas a mistura do vermelho e do azul, mas aquele momento mágico (e às vezes doloroso) em que a paixão e a tranquilidade se fundem, criando algo maior. A narrativa me fez lembrar daquela fase em que você percebe que o relacionamento deixou de ser só fogo para virar chama constante — menos intensa, mas mais duradoura. A cor branca, quase sempre relegada a um plano secundário, surge como pano de fundo silencioso, lembrando que o amor verdadeiro também precisa de espaço para respirar.
Assisti 'As Cores do Amor' num domingo chuvoso, e aquela história me pegou de um jeito que não esperava. O filme acompanha a vida de uma artista plástica que, após perder a visão em um acidente, precisa reaprender a enxergar o mundo através das memórias e das cores que antes pintava. Ela se muda para um pequeno vilarejo no interior, onde conhece um professor aposentado que, aos poucos, a ajuda a reconstruir sua percepção das coisas. A relação deles é cheia de camadas, como as pinceladas de uma tela, e o final é daqueles que deixam a gente pensando por dias.
O que mais me marcou foi a forma como o diretor usa a fotografia para contrastar a escuridão da protagonista com a vibração das cores que ela relembra. Cada cena parece uma pintura em movimento, e a trilha sonora complementa perfeitamente a jornada emocional dela. Não é só um filme sobre superação, mas sobre como a arte pode ser uma ponte para o que parece perdido.