LOGINMaeve Sinclair aprendeu da pior forma que o amor pode ser a mais cruel das prisões. Após anos fugindo do passado traumático e dos três homens que nunca deixaram de amá-la, ela é sequestrada e acorda amarrada em uma suíte presidencial de um luxuoso cruzeiro em alto-mar. Seus captores? Os mesmos que ela tentou esquecer: Zion Brooks — o cantor famoso de voz sedutora e temperamento explosivo. Luka Rhodes — o brilhante produtor musical que esconde nas sombras uma perigosa vida na máfia irlandesa ao lado de Declan Callahan. Elias Sullivan — o ex-militar e lutador de boxe, silencioso, letal e obsessivamente protetor. Presos juntos por sete noites no meio do Caribe, os três estão dispostos a tudo para quebrar as muralhas que Maeve construiu ao redor do coração. Eles a alimentam, a protegem, a provocam… e a amarram quando necessário. Porque para eles, Maeve sempre foi deles — desde a noite inesquecível na praia, desde a concepção de Matthew, o filho de onze anos que ela criou sozinha enquanto escondia segredos capazes de destruir a todos. Entre luxo, desejo proibido e possessividade sufocante, Maeve luta contra o próprio corpo e contra o amor doentio que sente por eles. Mas quanto mais ela resiste, mais os três se aproximam de verdades que ela jurou levar para o túmulo: o abuso do pai que ainda a assombra, a depressão que quase a destruiu como mãe, e o medo paralisante de que seu amor seja veneno para todos que a cercam. Em um cruzeiro em que não há escapatória, Maeve descobre que a verdadeira prisão nunca foram as cordas de seda… Era o amor deles.
View MoreMeus olhos se abrem devagar, pesados, como se o mundo inteiro estivesse submerso em melado escuro. A primeira coisa que sinto é o balanço suave — não o de um carro, nem de uma cama comum. É o movimento constante e profundo de algo grande cortando o mar. O cheiro de sal, madeira envernizada e luxo caro invade minhas narinas.
Depois vem a dor nos pulsos.
Cordas de seda preta, macias, mas implacáveis, prendem meus braços acima da cabeça, amarrados à cabeceira de uma cama king-size absurdamente luxuosa. Minhas pernas estão livres, mas o peso de um lençol de cetim mal cobre minha nudez. Alguém me despiu. Alguém me trouxe até aqui.
Meu coração dispara quando a realidade me acerta como um soco no estômago.
Estou em um cruzeiro. Em alto-mar. E não é por escolha própria.
— Boa noite, princesa — a voz de Zion corta o ar, baixa, rouca, carregada de satisfação sombria.
Ele está sentado na poltrona ao lado da cama, pernas abertas, cotovelos apoiados nos joelhos, observando-me como um lobo que finalmente capturou a presa que perseguia há anos. A cicatriz acima da sobrancelha esquerda destaca-se sob a luz dourada do abajur. Seus olhos negros parecem dois buracos que sugam toda a luz do ambiente.
Ao pé da cama, Luka inclina-se contra a cômoda, braços cruzados. Seus cabelos cor de mel sujo caem desordenados sobre a testa. O olho azul cristalino e o castanho quente brilham com uma mistura perigosa de desejo e determinação. Ele gira um copo de uísque entre os dedos, o líquido âmbar refletindo a luz.
— Você dormiu por quase dez horas — diz ele, voz calma, quase clínica. — Dei algo leve para ajudar. Não queria que você fizesse cena no píer.
Elias está de pé, encostado na parede oposta, braços cruzados sobre o peito largo. Sua pele negra profunda contrasta com a camisa branca impecável. Os olhos castanho-escuros não deixam meu rosto. Ele não precisa falar. Sua presença é uma sentença.
Eu puxo as cordas instintivamente. A seda morde minha pele, enviando um arrepio traiçoeiro pelo meu corpo.
— Que porra é essa? — minha voz sai rouca, arranhada. — Me soltem agora.
Zion inclina a cabeça, um sorriso lento e predatório curvando seus lábios.
— Não.
Ele se levanta devagar, aproximando-se da cama como se tivesse todo o tempo do mundo. O navio balança suavemente, lembrando-me de que estamos longe de qualquer terra. Longe de qualquer ajuda.
— Você passou os últimos cinco anos fugindo, Maeve. Correndo de nós. Correndo de si mesma. — Ele para ao lado da cama e passa um dedo pela minha perna exposta, subindo devagar até a coxa. — Chega. Nós terminamos de pedir.
Luka dá um passo à frente, colocando o copo na mesa.
— Você nos conhece há tempo demais para achar que íamos continuar aceitando migalhas. Declan concordou. A Organização não gosta de instabilidade. E você, amor… você é a maior instabilidade da nossa vida.
Máfia. A palavra paira no ar sem ser dita. Luka e Zion, junto com Declan Callahan — marido de Evie —, mergulhados até o pescoço no mundo irlandês. Dinheiro sujo. Sangue. Poder. E eu, a mulher que eles amam e odeiam na mesma medida, sou o elo fraco que pode destruir tudo.
Elias finalmente se move. Senta-se na beira da cama, sua mão grande e calejada pousando possessivamente sobre minha barriga nua.
— Você é nossa — diz ele, simples, direto, sem floreios. — Sempre foi. Desde aquela noite na praia. Desde o dia em que Matthew foi concebido.
Meu coração falha uma batida ao ouvir o nome do meu filho.
— Matthew… onde ele está? — exijo, puxando as cordas novamente.
— Com Evie e Claire — responde Zion, sentando-se do outro lado da cama. Sua mão sobe pela minha costela, polegar roçando a curva inferior do meu seio. — Seguro. Protegido. Assim como você vai estar a partir de agora.
Luka se aproxima pela cabeceira, inclinando-se até seu rosto ficar a centímetros do meu. Sinto o cheiro dele — colônia cara, uísque e algo mais escuro, mais perigoso.
— Teremos um tempo aqui neste navio, no qual você não conseguirá escapar de nós dessa vez. — Seus lábios roçam minha orelha. — Vamos quebrar cada parede que você construiu. Vamos foder cada medo para fora de você. E quando desembarcarmos, você vai entrar naquela casa que compramos… ou vamos te manter presa até você entender.
Um arrepio violento percorre meu corpo. Raiva. Medo. E, que Deus me perdoe, excitação.
Eu odeio o quanto meu corpo reage a eles. Mesmo amarrada. Mesmo sequestrada. Mesmo sabendo que Zion e Luka têm sangue nas mãos e Elias está disposto a usar força para me manter.
— Vocês enlouqueceram — sussurro, mas minha voz falha quando Zion abaixa a cabeça e passa a língua lentamente pelo meu mamilo. Ele endurece instantaneamente.
— Talvez — murmura ele contra minha pele. — Mas enlouquecemos por você. E estamos cansados de fingir que conseguimos viver sem isso.
Elias aperta minha coxa, abrindo minhas pernas devagar. Seus olhos descem pelo meu corpo exposto, famintos.
— Você carrega segredos demais, Maeve. — Sua voz baixa. — Vamos tirar tudo de você. Até a última gota.
Luka segura meu queixo, forçando-me a olhar para ele.
— Começando agora.
O navio corta as águas escuras do Caribe. Eu consigo ouvir o som distante das ondas batendo contra o casco, o leve zumbido dos motores. Estamos realmente no meio do nada. Cercada por três homens que me amam de uma forma doentia, obsessiva e completa.
Zion morde de leve o lado do meu seio, arrancando um gemido traiçoeiro de mim.
— Boa menina — sussurra. — Já está molhada, não está?
Eu cerro os dentes, lutando contra as lágrimas e o calor que se espalha entre minhas pernas.
— Eu te odeio — rosno.
Luka ri baixo, sombrio.
— Ótimo. Odeie o quanto quiser. Enquanto você gozar nos nossos paus, pode nos odiar o quanto for.
Elias desliza a mão mais para baixo, dedos roçando minha entrada já escorregadia. Ele não penetra. Apenas provoca, circula, tortura.
— Esta é sua jaula dourada, Maeve — murmura ele. — E você vai aprender a amar cada corrente.
Eu puxo as cordas novamente, o corpo arqueando involuntariamente contra as mãos deles. Meu coração b**e tão forte que eu juro que eles podem ouvir.
Onze anos de amor, trauma, segredos e paixão culminando nisso: eu, amarrada em uma suíte presidencial de um cruzeiro de luxo, cercada pelos três homens que eu mais amo e mais temo no mundo.
Eles não vão me soltar.
Não até eu me render completamente.
Ou até eu quebrar.
Zion captura minha boca num beijo brutal, possessivo. O navio segue em frente, levando-me cada vez mais longe de qualquer possibilidade de fuga.
Eu sou, mais do que nunca…
Cativa deles.
A capa do terceiro livro era uma declaração de vitória silenciosa. Onde os anteriores haviam carregado tons sombrios e incertos, este exibia uma aquarela em dourados e azuis profundos — cores que lembravam amanheceres sobre o oceano, promessas cumpridas, horizontes que finalmente se revelavam alcançáveis. O título, gravado em letras manuscritas como uma confissão íntima, era simples e revolucionário: “Viver”.Maeve segurava o exemplar entre as mãos, sentada à mesa de autógrafos na livraria que havia escolhido com cuidado deliberado. Não a maior, não a mais famosa, mas aquela em que, aos dezessete anos, havia comprado seu primeiro livro de poesia numa tarde chuvosa, fugindo de casa para não ouvir os comentários ácidos
Por volta do meio-dia, o trabalho de parto entrou na fase de transição — o momento mais intenso, quando o corpo se prepara para a expulsão final. A dor se tornou algo transcendente, uma força da natureza que parecia maior que qualquer coisa que Maeve havia experimentado. Por alguns minutos, ela se perdeu nela, sentindo-se pequena e assustada diante da magnitude do que seu corpo estava fazendo.Foi então que os fantasmas do passado tentaram ressurgir. A voz de sua mãe ecoou em sua mente — você sempre foi dramática, sempre exagerava tudo, nunca foi forte o suficiente. O medo antigo de não ser capaz, de não merecer, de estar fadada a repetir os erros que havia jurado evitar.— Eu não co
A madrugada começou com um pressentimento que Maeve não soube nomear. Às três e dezessete minutos, ela despertou no quarto silencioso, envolvida pela respiração compassada dos três homens que dormiam ao seu redor. Não havia pesadelos, não havia desconforto específico — apenas uma consciência aguçada, como se seu corpo sussurrasse segredos que sua mente ainda não conseguia decifrar.Então veio a primeira contração. Diferente das contrações de Braxton Hicks que havia sentido nas últimas semanas, esta carregava uma qualidade inconfundível — uma urgência primitiva, uma mensagem ancestral que ecoava através de gerações de mulheres: é a hora.
A manhã começou como qualquer outra, mas terminou redefinindo tudo.Maeve estava no banheiro, encarando duas linhas rosadas no teste de gravidez, quando o mundo pareceu inclinar levemente em seu eixo. Ela piscou, esperando que fosse um erro da luz matinal que entrava pela janela, mas as linhas permaneceram nítidas e incontestáveis.Grávida.A palavra ecoou em sua mente como uma pedra jogada em águas calmas, criando ondas concêntricas de emoções conflitantes. A primeira foi alegria — pura, instintiva, luminosa. Sua mão se moveu automaticamente para o ventre ainda plano, um gesto ancestral de proteção e reconhecimento. Mas, no segundo seguinte, o medo chegou como uma maré escura.Quarenta e dois
Elias Voss nunca foi homem de grandes discursos.Ele amava com ações. Com presença. Com silêncio carregado de significado. Enquanto Zion declarava seu amor em músicas e Luka o expressav
Luka Rhodes nunca foi bom em guardar segredos de si mesmo.Ele conseguia esconder coisas do mundo inteiro — transações financeiras, ameaças à organização, planos estrat&ea
Naquela noite, depois que Matthew e Noah dormiram e a casa ficou naquele silêncio específico de família que descansou o suficiente para confiar completamente no amanhã, reuni os três na varanda dos fundos.
A bomba continuou explodindo na terça-feira seguinte.O celular de Zion tocou às 7h14 da manhã. Era seu agente, a voz nervosa e urgente:— Zion, t






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