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Romances de K.G

Aurora e o Herdeiro que não sabia amar

Aurora e o Herdeiro que não sabia amar

Aurora só queria recomeçar. Antônio sempre tentou fugir de quem o mundo dizia que ele precisava ser. Na Fazenda Horizonte, os dois se encontram — e nada permanece igual. Ela é coragem. Ele é tempestade. E entre eles nasce um amor tão intenso quanto impossível de esconder. Mas segredos, cicatrizes antigas e uma herança que pesa como ferro vão colocá-los à prova. E eles terão que decidir: seguir o destino que esperam deles… ou o amor que escolheram um no outro.
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Chapter: Epílogo — O Tempo das Colheitas
O sol já se punha atrás das colinas, tingindo o céu com tons de cobre e lavanda. O rancho estava sereno, como se o tempo tivesse aprendido a caminhar devagar ali. As árvores cresceram, a casa ganhou novos cômodos e a varanda agora era o lugar preferido de quem quisesse ver o dia se despedir.Aurora estava sentada na velha cadeira de balanço, com um livro aberto no colo que ela nem lia mais. O vento brincava com algumas mechas soltas do cabelo, e o som distante das risadas de Artur, agora com oito anos, vinha do campo. Ele corria atrás de um cachorro, os dois levantando poeira e vida.Antônio surgiu na porta, com a camisa arregaçada e um olhar tranquilo. Trazia nas mãos duas xícaras de café fumegante e aquele mesmo sorriso de quando tudo recomeçou. — Você sabia que esse menino vai me deixar louco? — perguntou, sentando-se ao lado dela. — Disse que quer construir uma casa na árvore “com varanda e energia elétrica”.Aurora riu, aceitando a xícara. — Filho de quem é, não me espanta. —
Última atualização: 2025-11-03
Chapter: Capítulo 117 - Sob o Mesmo Céu
A festa começou ainda com o sol alto, dourando cada canto do rancho com uma luz que parecia vinda do próprio céu. O campo respirava celebração — dava pra sentir no ar, no som, até nas folhas que balançavam. As mesas de madeira estavam espalhadas pelo gramado, cobertas com toalhas brancas e flores do campo. Eram simples, mas tão bonitas que pareciam sorrir. Não era luxo, era verdade — e isso bastava. O som das risadas misturava-se com o dos violões e o farfalhar das árvores, e por um instante, tive a sensação de que o mundo inteiro estava em harmonia. Vi os convidados da cidade chegando — homens de sapatos caros, mulheres de vestidos longos, andando devagar, tentando não sujar o salto na terra fofa. Alguns tropeçavam, outros olhavam em volta como se nunca tivessem visto tanto verde. Eu sorri baixinho. No começo, estavam deslocados, mas com o tempo, o rancho fez o que ele sempre faz: acolheu. O riso das crianças, o cheiro da carne assando, o sanfoneiro tocando com o coração — tudo i
Última atualização: 2025-11-03
Chapter: Capítulo 116 - Pertencer
— Certo, vamos recapitular — disse Ana, com um caderno aberto no colo e um lápis preso entre os cabelos. — Flores entregues, bolo confirmado, decoração do rancho pronta, vestido passado… ah, e as botas da noiva devidamente engraxadas. Olhei para ela, fingindo indignação. — Você nunca vai superar isso, né? — Nunca — respondeu, rindo. — A noiva mais teimosa que já conheci vai casar de botas. Eu ainda vou escrever um livro sobre isso. Enquanto ela falava, eu ajeitava alguns arranjos na varanda. O rancho estava diferente — iluminado, colorido, com o cheiro doce das flores misturado ao aroma de pão que vinha da cozinha. Mamãe e dona Dê estavam lá dentro, trocando receitas e histórias, enquanto os homens ajudavam a montar as luzes no gramado. Do lado de fora, o entardecer pintava o céu de dourado. Tudo parecia respirar uma calma que vinha depois de longas tempestades. — Sabe o que é engraçado? — comentei, parando por um instante. — Mesmo depois de tudo o que passamos… eu sinto paz. C
Última atualização: 2025-11-03
Chapter: Capítulo 115 – Que comecem os preparativos
A noite chegou devagar, com o céu pintado em tons profundos de azul e violeta. O vento trazia o cheiro do campo molhado e o som dos grilos preenchia o silêncio entre uma conversa e outra. Depois de colocar Artur para dormir, saí até o alpendre. A lua estava alta, redonda, tão bonita que parecia observar tudo com ternura. Sentei-me na antiga cadeira de balanço, o mesmo lugar onde, quando menina, eu ouvia mamãe cantar baixinho antes de dormir. O tempo parecia suspenso ali — nem o relógio, nem as preocupações do mundo tinham permissão de entrar. Antônio se aproximou em silêncio. Trazia duas xícaras de chá nas mãos, e um sorriso tranquilo que me fez sentir o coração se aquecer. — Achei que você ainda estaria acordada — disse ele, entregando-me uma das xícaras. — Está tudo tão quieto lá dentro. — O rancho dorme cedo — respondi com um leve riso. — Mas eu queria ficar mais um pouco... é como se o tempo fosse mais generoso à noite aqui. Ele se sentou ao meu lado, e ficamos olhando o céu
Última atualização: 2025-11-02
Chapter: Capítulo 114 – O brilho que refletiu
O dia amanheceu calmo, com o sol nascendo por trás das colinas e tingindo o céu de tons alaranjados e rosados. O orvalho ainda brilhava sobre a grama, e o ar fresco da manhã trazia o perfume leve da terra úmida misturado ao som distante do riacho. Tudo parecia respirar paz. Coloquei meu vestido longo — aquele florido que dançava com o vento —, calcei as botas e ajeitei o chapéu de palha. Peguei a cesta que havia preparado e levei Artur comigo até o campo, onde o horizonte parecia não ter fim. Ele já conseguia se sentar, firme, com aquele jeitinho curioso de quem descobria o mundo um pedacinho por vez. Estendi a toalha no chão e espalhei as frutas: pedacinhos de mamão, banana e uva cortada ao meio. Artur batia as mãozinhas, encantado, e quando pegou um pedaço de mamão, levou direto à boca, lambuzando-se todo. Ri baixinho, sentindo o coração se aquecer com aquela cena simples, mas perfeita. — Olha só, meu amor, você já é quase um homenzinho — murmurei, limpando o rostinho dele com um
Última atualização: 2025-11-02
Chapter: Capítulo 113 – De volta ao lar
Algumas semanas haviam se passado desde o enterro de Bezerra. A dor já não queimava tanto, mas ainda existia — silenciosa, contida, como uma sombra que se recusava a ir embora. Aos poucos, Antônio se sentia melhor a empresa começava a se reerguer. Eu e Felipe havia conduzido a comunicação com a mídia com uma habilidade que impressionou a mim mesma, e, com a ajuda de Lucas, conseguimos conter o impacto do escândalo. O nome Bezerra voltava a ser sinônimo de confiança, embora por dentro eu soubesse que nada voltaria a ser como antes. O rancho também fora recuperado. Um novo ciclo, como se cada pedaço de terra ali respirasse alívio. Eu dizia que aquele lugar parecia curar o que o mundo corporativo destruía — e, no fundo, era isso mesmo. Naquela manhã, eu estava no escritório, revisando relatórios e conversando com Felipe, quando a secretária avisou que uma mulher pedia para vê-la. Levantei o olhar, surpresa ao ouvir o nome. — Hellen? — repeti, hesitante, antes de autorizar a entrada.
Última atualização: 2025-11-01
A Babá que o bilionário não merecia

A Babá que o bilionário não merecia

Eles nunca deveriam ter se encontrado daquela forma. Uma noite improvável, intensa e cheia de química — antes mesmo de saberem quem eram de verdade. Isadora só queria respirar depois de meses difíceis, sem imaginar que cruzaria com um desconhecido capaz de virar seu mundo de cabeça para baixo. Rafael, marcado por perdas e pela responsabilidade de criar a filha sozinho, permitiu-se, sentir algo que não sentia há muito tempo. No dia seguinte, tudo deveria ter acabado ali. Mas o destino não é tão simples. Quando Isadora aceita um novo trabalho para recomeçar sua vida, descobre que o homem daquela noite é justamente o pai da criança que ela precisa cuidar. Agora, eles vivem sob o mesmo teto — tentando ignorar uma atração que nunca deveria ter existido, lutando contra segredos, culpas e a lembrança de tudo que aconteceu entre eles. E enquanto ambos fingem controle, fica impossível esconder o que realmente queimou naquela madrugada: algo que ameaça destruir as regras… e reacender aquilo que nunca foi esquecido.
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Chapter: Prólogo
Isadora Dez anos. Se alguém me dissesse, naquela tarde chuvosa em que pisei pela primeira vez na mansão Vaz carregando uma mala barata e um currículo amassado, que uma década depois eu estaria sentada nesta mesma cozinha, não como funcionária, mas como o pilar de uma família, eu provavelmente pediria para essa pessoa revisar suas faculdades mentais. O sol de domingo entrava pela janela, iluminando os grãos de café que eu acabara de moer. O som da casa era uma melodia caótica que eu aprendera a amar mais do que o silêncio dos meus tempos de solidão. No balcão da cozinha, Arthur, agora com dez anos, devorava uma pilha de panquecas com a mesma determinação com que Rafael fechava contratos bilionários. Ele era a mistura perfeita: os olhos gélidos e azuis do pai, mas com o sorriso fácil e a covinha na bochecha que ele herdara de mim. — Arthur, devagar com a calda, ou você vai ter um pico de açúcar antes de chegarmos à igreja — alertei, rindo enquanto servia o suco natural. — Mãe, eu
Última atualização: 2026-02-28
Chapter: 160 - O Dobro de Vida
RafaelSe alguém me dissesse, há alguns anos, que eu passaria a minha madrugada de terça-feira em um corredor de hospital, com o paletó amassado, segurando um copo de café intragável e torcendo fervorosamente pelo bem-estar de outra pessoa que não fosse eu mesmo, eu provavelmente riria com desdém. Mas aqui estava eu. E o mais surpreendente: eu não estava sozinho. Ao meu lado, Isadora mantinha as mãos entrelaçadas nas minhas, sua cabeça repousando no meu ombro enquanto observávamos, através da parede de vidro da sala de parto, a maior tempestade emocional da vida do meu irmão.Eduardo, o homem que um dia jurou que
Última atualização: 2026-02-28
Chapter: 159 - O Som da Plenitude
RafaelEu estava encostado no batente da porta da varanda, segurando uma taça de vinho que mal fora tocada. O sol de domingo começava a baixar, lançando sombras longas e douradas sobre o jardim da mansão. O barulho lá fora era constante: o som de talheres, risadas altas e o grito entusiasmado de Sofia enquanto corria atrás do cachorro. Durante anos, esse cenário seria o meu pior pesadelo — eu, o homem do silêncio, da ordem e da solidão produtiva. Mas hoje, aquele ruído era a única métrica de sucesso que me interessava.Eduardo estava sentado à cabeceira da mesa externa, com Mariana ao seu lado. Ele parecia di
Última atualização: 2026-02-28
Chapter: 158 - O Brilho do Novo Horizonte
Isadora A manhã da inauguração não começou com o despertador, mas com o som da respiração pausada de Arthur ao meu lado e o toque suave de Sofia na ponta do meu pé. O sol entrava pelas frestas da cortina da mansão, trazendo consigo uma promessa que eu esperava há anos. Hoje, o "Projeto Horizonte" deixaria de ser um arquivo no meu tablet para se tornar o refúgio de centenas de crianças. Eu me sentia elétrica. Enquanto me arrumava, escolhi um conjunto de alfaiataria em tom off-white, elegante e sóbrio, mas que transmitia a luz que eu sentia por dentro. Prendi o cabelo em um coque baixo e impecável, deixando apenas algumas mechas soltas. No pescoço, o colar que Rafael me dera — o diamante de Sofia, a safira de Arthur e a minha esmeralda. — Você está parecendo uma rainha, Isa — Sofia disse, entrando no closet com seu vestido de festa, segurando a mão de um Arthur que já ensaiava seus primeiros passos vacilantes, vestido com uma mini camisa social. — Eu não sou uma rainha, meu amor — r
Última atualização: 2026-02-27
Chapter: 157 - O Batismo e a Redenção das Sombras
Rafael A capela da propriedade era um dos poucos lugares que ainda mantinha a arquitetura clássica e austera que meu pai tanto apreciava. Mas hoje, o ambiente estava transformado. Isadora enchera o altar de lírios brancos e ramos de oliveira, trazendo uma leveza que o mármore nunca conheceu. Arthur estava no colo dela, vestido com um mandrião de renda renascença que fora de Sofia — um gesto de Isadora para reforçar que não havia distinção entre os dois. Sofia estava ao lado, orgulhosa em seu papel de madrinha de consagração, segurando a vela com uma seriedade adorável. Eu observava a cena de um dos bancos da frente. Mariana e Eduardo eram os padrinhos oficiais, e a alegria deles era contagiante. Mas, no meio da cerimônia, meu olhar se desviou para um envelope pardo que meu secretário me entregara minutos antes de entrarmos na capela. Tinha um selo de um escritório de advocacia de Paris. Eu sabia o que era. Ou melhor, de quem era. Isadora O batismo de Arthur não era apenas um rit
Última atualização: 2026-02-27
Chapter: 156 - O Primeiro Vínculo
Rafael O silêncio da noite na mansão Vaz tinha uma textura diferente agora. Não era mais o silêncio vazio de uma casa assombrada por memórias amargas e protocolos rígidos. Era um silêncio vivo, pontuado pelo som distante do monitor de bebê no quarto ao lado e pelo vento que soprava suavemente nas árvores do jardim. Arthur finalmente dormira após o "banho épico" da tarde, e Isadora, exausta, mas feliz, também se rendera ao sono. No entanto, enquanto eu caminhava pelo corredor, percebi uma fresta de luz vinda do quarto de Sofia. Entrei devagar. Ela estava sentada no parapeito da janela, abraçada aos próprios joelhos, observando a lua. O leão de crochê que ela tanto queria dar ao irmão estava ali, esquecido ao seu lado. A cena apertou meu coração. Eu conhecia aquele olhar de Sofia; era o olhar de quem estava tentando processar onde se encaixava em um mundo que acabara de girar mais rápido do que o esperado. — Ainda acordada, princesa? — perguntei, aproximando-me com passos suaves. E
Última atualização: 2026-02-26
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