
A Virgem que Roubou o Mafioso
Enviei um pedido de socorro para o número errado.
Deveria ter apagado a mensagem. Deveria ter dito ao homem mais perigoso de Chicago que eu não estava desesperada o suficiente para me entregar ao diabo.
Mas eu estava.
A pandemia levou meus pais. O monstro que me espancava arrancou minha irmã de mim. Eu não tinha para onde correr, ninguém para me salvar, até a mensagem chegar a ele.
Axel me tirou do inferno, trouxe minha irmã de volta e me obrigou a casar com ele, jurando que ninguém mais me tocaria. Eu deveria odiá-lo. Eu tento.
Uma mulher o esperava há anos, certa de que o lugar de esposa era dela. Ela armou. Planejou a festa, a armadilha, a aposta de uma vida. O que ela não imaginava é que o Axel já sabia de tudo. Ele mandou anunciar que revelaria a noiva naquela noite. A festa era o casamento. E ela descobriu, diante do mundo inteiro, que a noiva era eu.
E não parou por aí. Descobri o segredo que o submundo inteiro desconhece: Axel Bradford nunca beijou ninguém na vida. Nunca amou. Nunca deixou uma mulher chegar perto o suficiente.
Até eu.
Eu sou virgem. E sou a única que ele quer beijar.
Virgem não quer dizer inocente. Eu tenho na mão o coração do mafioso. E roubá-lo me entregou a organização inteira.
O homem que nunca amou ninguém está prestes a aprender a amar. E eu posso ser a primeira... ou a última.
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Chapter: O Casamento ou Sua Irmã. Axel terminou o banho. A água ainda escorria pelo corpo quando pegou o celular na bancada.Uma mensagem de Darius.Leu duas vezes. O comprador de Katherine iria buscar a menina em dois dias e ainda continuava um fantasma, sem nenhuma identificação.Ele deixou o aparelho de lado. O e-mail do juiz já estava aberto na tela, a resposta ao pedido da madrugada. A guarda estava assinada. A menina era dele agora.E ainda assim, a raiva continuava ali, baixa, esperando um alvo.Shelby acordou.O quarto parecia diferente. Ela tentou se sentar. O mundo girou. O corpo inteiro doía.A porta do banheiro abriu.Axel saiu, a toalha na cintura segurava baixa, o peit0 largo, ainda nu, gotas escorrendo do ombro até o abdômen, uma delas deslizando devagar pela linha de pelo que descia do umbigo. Ele parou na porta, surpreso de encontrá-la desperta.Os olhos azuis dela percorreram o quarto com confusão e pânico, até encontrarem o corpo dele.A respiração dela prendeu. O cérebro gritou para desviar o olha
Última atualização: 2026-10-15
Chapter: O Contrato Que Ela Assinaria DormindoAxel ficou imóvel por um segundo, o telefone ainda pressionado contra a orelha, o zumbido do sinal morto vibrando na pele. Só então baixou o braço.O juiz não perguntou por quê. Não precisava. Sabia que, quando Axel Bradford ligava na madrugada com aquela voz, o assunto não vinha com explicações.— Meritíssimo — Axel disse, a voz mais baixa agora, controlada. — O que vou pedir precisa de sigilo absoluto. Nem seu escrivão pode saber.Do outro lado, o silêncio durou dois segundos. Depois veio a resposta, seca, profissional.— Quando iniciar o expediente, começo a movimentar. Me mande os dados.— Quais dados?O juiz não respondeu de imediato. O silêncio dele, calculado, disse o que a boca não falou: você sabe quais.Axel sustentou o silêncio. Depois inclinou a cabeça, sozinho no quarto escuro.— Vou providenciar imediatamente.— Quando estiver munido de tudo, lanço no sistema. Pode deixar.A ligação encerrou.Axel guardou o telefone. O display apagou. O quarto voltou a ser apenas a luz d
Última atualização: 2026-10-15
Chapter: O Toque Mais Leve Que Ele Deu Na VidaO tiro pegou Jorge na perna. Ele caiu de joelhos, a mão apertando a coxa, o sangue escorrendo entre os dedos, o grito morrendo na garganta quando viu o homem armado se aproximar. A garrafa de Jorge estilhaçou no chão, os cacos a um palmo do corpo de Shelby.— Levem este lixo. — A voz de Axel saiu baixa, terrível. — Masmorra. Ninguém toca em mulher na minha cidade e sai impune.— Cuida dela. — Jorge cuspiu sangue no chão. — Porque ela vai te f0der.O olhar de Shelby não negou nada.Dois homens o arrastaram para fora, para longe da porta do banheiro, para longe dos olhos dela. Jorge ainda gemia, o sangue riscando o piso, e a violência foi sumindo atrás da parede.Só então Axel se virou para o banheiro.O sangue tinha secado na pele, grudando os farrapos da roupa rasgada no corpo. A blusa pendia aberta, desfiadaAs costelas dela estavam roxas, um mapa de violência desenhado na pele clara. Marcas de chute, do tamanho de uma sola de bota, estampadas uma sobre a outra, a pele esticada e inc
Última atualização: 2026-10-15
Chapter: Ele Salvou Uma Estranha Para Cobrar Depois Axel esperou. O relógio na parede tiquetaqueava, martelando no peito dele. Um minuto. Dois. Nenhuma resposta. O ícone de visualização não apareceu. O silêncio do outro lado da linha pesava mais que qualquer grito. Axel não enviou outra mensagem. O celular ficou mudo. O polegar permaneceu suspenso sobre a tela. Um toque bastava para insistir. Ele baixou a mão. A mandíbula endureceu. Minutos depois, ele discou um número interno.— Localize a origem da última mensagem que recebi. Agora. Quero o endereço exato em dois minutos. Preparem o carro.Um dos homens engoliu em seco. Ninguém ousava perguntar por quê. Quando Axel falava naquele tom, alguém terminava a noite em um caixão. Os homens se moveram antes que Axel terminasse a frase. Quando o whisky terminou, as coordenadas piscaram no telefone dele. Um prédio residencial na zona leste. Ele vestiu o paletó, ajustou o coldre sob o braço. Os olhos, antes entediados, agora tinham um brilho que ninguém ali ousava encarar. O comboio de car
Última atualização: 2026-10-15
Chapter: O Número Errado do Mafioso Shelby Jones achava que o fundo do poço tinha limite. Depois que a irmã foi arrancada dela, o dinheiro secou, a dignidade virou pó. Ela estava errada. O fundo do poço tinha um alçapão. Do outro lado havia um homem pior que todos os infernos que ela já tinha atravessado. O primeiro soco veio antes do pedido de desculpas.A bolsa dela ainda estava pendurada no encosto da cadeira, no mesmo lugar onde costumava deixar quando chegava da Delicatessen. Agora ficava ali, intacta, um lembrete denso da vida que perdeu sem perceber. O pano de prato úmido colou na palma de Shelby enquanto ela tentava esconder a queimadura de dias antes, mas largá‑lo nunca parecia seguro.O gosto metálico de sangue invadiu a boca enquanto ela cambaleava para trás, batendo contra a estante velha da sala. O apartamento cheirava a álcool, mofo e violência. Lá fora, a televisão de algum vizinho continuava ligada, alta o bastante para fingirem que não ouviam os gritos.O namorado avançou outra vez. Os passos pesados f
Última atualização: 2026-10-15