
Amar Vale a Pena?
Ester viu seu mundo desmoronar enquanto ainda estava vestida de noiva. Humilhada e destruída, fez a si mesma uma promessa inquebrável: nunca mais entregaria seu coração a ninguém. Ela tenta esconder a dor por trás de uma postura forte, independente, e de uma rotina exaustiva que a impede de sentir.
Mas o destino, inquieto e irônico, a coloca no caminho de Adam, um homem sedutor, intenso, protetor que aparece na vida dela no momento em que Ester menos queria — e mais precisava. Despertando nela um desejo que ela tenta negar, uma conexão que ela finge não ver, e uma paixão que ameaça quebrar todas as barreiras que ela jurou manter.
Ester tenta se manter fiel à promessa que fez a si mesma… mas resistir a Adam se torna cada vez mais impossível.
Quando ela finalmente começa a ceder, acreditando que pode se permitir viver novamente, surge Daniel — carismático, seguro, sensível, e com um interesse por ela que não passa despercebido. Daniel a enxerga de um jeito que a confunde, que a provoca, que a desafia.
Nasce um triângulo emocionalmente explosivo, onde cada homem representa um caminho totalmente diferente:
Adam, o sedutor, o amor inevitável, intenso, que a faz sentir viva, puro fogo!
Daniel, o charmoso, o desejo novo, doce, sensível, que a acalma, a instiga e a coloca em dúvida.
Ester terá de enfrentar não apenas seus pretendentes, mas seus próprios fantasmas — a ferida do passado, a promessa, o medo de sofrer novamente, e a vontade avassaladora de viver algo verdadeiro.
Entre a segurança que tenta manter e a paixão que ameaça consumi-la, Ester descobre que fugir do amor é fácil.
Difícil é escapar de si mesma.
Traição, desejo, cura e escolhas impossíveis.
Se o coração fala mais alto, será que amar — ainda vale a pena?
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Chapter: 56. Amar Vale a Pena?É verão em Nova York.Estou sentada sobre uma toalha xadrez, no Central Park, observando Adam jogar Diego para o alto. Aquelas brincadeiras que deixam qualquer mãe apreensiva — e que as crianças simplesmente adoram. Diego gargalha alto, solto, confiante. Para ele, o pai é um herói invencível.Adam brinca com nosso filho como se o mundo ao redor não existisse. Quando está com Diego, nada mais importa. E eu fico ali, observando, com o coração cheio demais para caber no peito.O parque está lotado. Todos querem aproveitar o sol, o calor, a vida pulsando. Diego está prestes a completar dois anos. Fala pelos cotovelos, corre para todos os lados. Não posso desgrudar os olhos dele nem por um segundo. Aqui não tenho babá. Somos apenas nós dois. Nós três.Adam realizou o sonho de abrir a filial da AVANCE nos Estados Unidos. Mas foi além: a sede da empresa agora é aqui. Nova York se tornou o centro de comando. O Brasil virou filial. A AVANCE cresceu, se impôs, ganhou o mundo.Nicole assumiu a f
Última atualização: 2026-02-10
Chapter: 55.1. O Branco que nos Despe*Ponto de Vista de Adam* O Arquiteto de um Novo Amanhã O batizado do Diego não era apenas um rito religioso para mim; era o encerramento de um ciclo de sombras. Eu queria que tudo fosse impecável, uma celebração da vida que quase nos foi tirada. Escolhi a casa dos meus pais por ser um terreno sagrado, um lugar onde as paredes guardavam a história da minha própria infância e onde, agora, meu filho receberia sua primeira benção. Ester organizou cada detalhe do buffet, do estrogonofe ao penne, com uma precisão que beirava a obsessão. Eu queria que Ester se sentisse em um santuário, cercada apenas por aqueles que realmente importavam. Estávamos todos de branco, uma unidade visual de paz que eu esperava que se refletisse em nossas almas. Na igreja, ver a luz filtrada pelos vitrais atingir o rosto do pequeno Diego, enquanto meu pai e Cristina o seguravam, foi o momento de maior clareza que já tive. Eu não era apenas o CEO da AVANCE; eu era o guardião de um legado. Diego não chor
Última atualização: 2026-02-10
Chapter: 55. O Branco que nos DespeOrganizei o batizado de Diego com cuidado quase obsessivo. A celebração seria na casa dos avós paternos. Contratei um buffet completo, responsável por toda a estrutura do evento. Como o batizado aconteceria às onze da manhã, optamos por um almoço tradicional, leve e elegante. Entradas com tábuas de frios e frutas, finger foods variados. Nos pratos principais, saladas frescas, penne ao forno e estrogonofe de filé-mignon. Tudo em sistema self-service, para que os convidados ficassem à vontade. O buffet também cuidou da decoração e da equipe de garçons. Restringi a lista de convidados. Primeiro porque a casa não era minha. Segundo porque se tratava de um momento íntimo, familiar. Na igreja, tudo transcorreu em paz. Os padrinhos — minha irmã Cristina e o Dr. André, pai de Adam — conduziram Diego até a pia batismal. O padre disse palavras bonitas, profundas. Diego não chorou. Adam e eu nos emocionamos. A igreja estava cheia; outras crianças também seriam batizadas naquela manhã
Última atualização: 2026-02-10
Chapter: 54. O Sorriso do EstranhoO dia estava bonito demais para ficar em casa. O parque cheio, famílias espalhadas pelo gramado, corredores dividindo o espaço com carrinhos de bebê e bicicletas. Enquanto eu corria, Dona Aidê cuidava de Diego ali perto. Era o nosso pequeno ritual de normalidade. Minha garrafa ficou vazia. Fui até a fonte. Quase trombei com alguém. — Ops, desculpa. — Tudo bem. Pode encher primeiro. — Não, eu faço questão. Levantei o olhar. Ele era bonito. Bonito demais para ser ignorado com naturalidade. Corpo atlético, olhos verdes, sorriso largo, boca bem desenhada. Enquanto falava, eu me dei conta de que não estava ouvindo nada. Só observando. — Você vem sempre aqui? — Eu… sim. Corro quase todos os dias. — Legal. Até mais. — Até. Fiquei parada por um segundo, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Eu havia flertado. Eu, que tinha um marido atencioso, um homem que me amava, que me desejava, que me deu um filho saudável depois de tudo que pass
Última atualização: 2026-02-10
Chapter: 53.1. A Babá (POV ADAM)*O Ponto de Vista do Adam* A Ester estava exausta. Dava para ver nos olhos dela, no jeito que ela segurava o Diego como se fosse o único porto seguro em um mar de privação de sono. Quando ela me disse que a babá tinha vindo, mas que não sabia se precisava, eu nem dei espaço para discussão. Eu precisava da minha mulher de volta, e ela precisava de descanso. "Vou mandar colocar uma cama no quarto do Diego", decidi. Mal sabia eu o que estava colocando para dentro de casa. Naquela noite, tentei focar apenas na Ester. Dei banho nela, cuidei de cada detalhe com toda a paciência que eu ainda tinha, já que o resguardo estava testando meu autocontrole. Eu estava contido, mas o desejo por ela era uma chama constante. Na manhã seguinte, eu estava na cozinha preparando o café quando o interfone tocou. Tobias avisou que a Bruna havia chegado. Abri a porta e... uau. Eu esperava uma enfermeira padrão, talvez alguém com cara de avó. Em vez disso, vi uma mulher de vestido branco curto e u
Última atualização: 2026-02-10
Chapter: 53. A BabáBruna era linda. Linda demais. Loira, cerca de um metro e setenta, corpo escultural, curvas bem desenhadas, cabelos longos que iam até a cintura. Técnica de enfermagem, especializada em cuidados com recém-nascidos. Perfeita no currículo. Excessiva na presença. E eu ia colocar essa mulher dentro da minha casa. Brincadeira, né? Cheguei a rir sozinha do absurdo — de nervoso, talvez. Até eu fiquei levemente afetada pela beleza dela. Ri, mas foi um riso desconfortável. — Então… o horário de trabalho — comecei tentando manter a postura. — Posso dormir no emprego, se desejar — respondeu com naturalidade. Aquilo soou íntimo demais. — Não sei se é uma boa ideia. Vamos fazer um período de teste. Tudo bem? — Claro. — Começamos amanhã. Ela foi embora. Quando Adam chegou, me encontrou descabelada, exausta, sentada na poltrona de amamentação com Diego no colo. — Então, amor… a babá veio? — Veio. Mas… não sei se preciso. — Claro que precisa — ele disse, olhan
Última atualização: 2026-02-10
Chapter: 86. O Sangue e o Perdão.John narrando: Desci do caminhão primeiro, sentindo o peso da terra da minha família sob as botas. O cheiro de feno, óleo e passado me atingiu de uma vez só. Por um segundo, foi como se nada tivesse mudado. Mas tudo tinha. Abri a porta do passageiro e peguei David no colo. O menino olhava para a imensidão da fazenda com curiosidade, os olhos atentos, absorvendo tudo sem saber que aquela terra também corria no sangue dele. Sarah desceu logo depois. Ela manteve a cabeça erguida, mas eu senti. Conhecia cada detalhe dela. O leve tremor nas mãos, a respiração um pouco mais curta… ela estava pronta para enfrentar qualquer coisa. Inclusive o passado. A porta da casa se abriu. Diana e George apareceram na varanda. Minha mãe levou a mão à boca no mesmo instante, como se o ar tivesse sumido dos pulmões. Meu pai ficou imóvel, os olhos estreitos, tentando entender o que estava diante dele. Eu comecei a caminhar. Cada passo parecia mais pesado que o anterior. O silêncio se
Última atualização: 2026-06-02
Chapter: 85. O Porto SeguroJohn narrando: Eu dirigia com uma mão no volante e a outra estendida para trás, apenas para tocar de vez em quando na perna de Sarah ou sentir o movimento de David, que estava fascinado com a paisagem que passava pela janela. Fiz a entrega em tempo recorde. Cada minuto que eu passava naquele caminhão era um minuto a menos para descobrir quem era aquele menino que carregava o meu rosto.Assim que descarregamos, não procurei outra carga. Procurei o melhor motel de beira de estrada que o dinheiro podia pagar. Queria paredes de verdade, uma cama larga e silêncio.No quarto, o mundo lá fora deixou de existir. David estava eufórico, pulando no colchão macio. Eu me sentei no chão e o observei. Ele pegou o seu caminhãozinho de plástico e começou a correr pelo quarto.— Ele gosta de velocidade, como você — Sarah comentou, com um sorriso que eu não via há anos.— Ele é perfeito, Sarah. — Aproximei-me dele e, pela primeira vez, David não recuou. Ele me ofereceu o brinquedo. Quando peguei na mão
Última atualização: 2026-06-01
Chapter: 84. O Dono da EstradaJohn narrando: Eu estava paralisado. O nome dela na minha boca parecia algo proibido, um segredo que eu guardei por mil noites e que finalmente ganhava vida. Sarah estava ali, a poucos metros, mas o abismo entre nós ainda parecia infinito. Eu olhava para ela, tentando reconciliar a imagem da noiva de Fairhaven com essa mulher de olhar cansado e mãos calejadas, quando o som da porta da lanchonete batendo me trouxe de volta à realidade. Era ele. O tal Buck. O sujeito entrou rindo, jogando o boné sujo sobre o balcão com a arrogância de quem se sente o rei de um reino de miséria. — Ora, ora! A bonitinha voltou! — Buck exclamou, ignorando a minha presença como se eu fosse parte da mobília. — Como vai o bastardo, Sarah? O moleque sobreviveu à febre ou você já está livre para me dar um pouco de atenção hoje? Sarah recuou um passo, o rosto empalidecendo. Eu senti o sangue subir para a minha cabeça, uma pulsação violenta nas têmporas. Mas o pior veio a seguir. Buck se inclinou so
Última atualização: 2026-05-30
Chapter: 83. A Carga do DestinoJohn narrando: Eu já estava a trinta milhas de distância, acelerando pela rodovia que corta as planícies próximas a Hempstead, quando o rádio PX chiou e o terminal de dados no painel acendeu. Era a central de despacho. — Atenção, unidade 7-Oito-Meia. John, você ainda está na região de Waller? Temos uma carga prioritária de maquinário agrícola que precisa sair amanhã na primeira hora para o norte. Você é o motorista mais próximo. Eu soltei um palavrão entre dentes, apertando o volante. O plano era colocar o máximo de asfalto entre mim e aquela lanchonete onde o nome "Sarah" tinha me dado um soco no estômago. Eu queria distância daquela sensação de fracasso. Mas o frete era alto e, no mundo dos caminhoneiros, você não recusa uma carga dessas quando está com o tanque cheio e o cronômetro a favor. — Positivo, central. Estou voltando. Vou pernoitar na parada mais próxima para carregar ao amanhecer — respondi, sentindo um gosto amargo na boca. O destino tem um senso de humor
Última atualização: 2026-05-30
Chapter: 82. O Som do DescompassoSarah narrando: O choro de David não era o de costume. Não era fome, nem manha. Era um som agudo, de sofrimento, que parecia perfurar meus tímpanos e chegar direto ao meu peito. Quando encostei a mão na sua testa, senti o calor abrasador. Ele estava queimando em febre, a pele úmida de suor e os olhos verdes — aquela herança viva que eu escondia do mundo — estavam nublados e sem foco. — Susy! Ele está ardendo! — gritei, o pânico tomando conta da minha voz. A lanchonete estava lotada. O barulho de talheres e conversas altas de caminhoneiros parecia um rugido insuportável. Susy largou uma bandeja e correu até o chiqueirinho. — Meu Deus, Sarah. Ele está muito quente. Vá agora! Pegue o meu carro velho lá fora e leve ele para a clínica. Eu dou conta daqui. Eu não pensei duas vezes. Não tirei o avental, não peguei nada além da chave. Apenas agarrei David, que gemia baixinho, e corri para o estacionamento. O sol do Texas castigava a terra, e enquanto eu tentava dar a partida no car
Última atualização: 2026-05-28
Chapter: 81. O Peso da SobrevivênciaSarah narrando: O cheiro de gordura queimada e café velho parecia ter se entranhado nos meus poros, uma marca indelével da minha nova vida no Lone Star Trailer Stop. Ali, no coração árido do Texas, o tempo não era medido por horas, mas pelo número de pratos servidos e pelo som dos freios a ar dos caminhões que estacionavam no pátio poeirento. O calor dentro da lanchonete era sufocante, mesmo com o ventilador de teto girando preguiçosamente, apenas empurrando o ar quente de um lado para o outro. Eu equilibrava três pratos de ovos com bacon no braço esquerdo enquanto tentava ignorar a dor latejante nas minhas costas. No canto do balcão, protegido da circulação dos clientes, ficava o chiqueirinho de madeira onde o pequeno David, agora com dois anos e meio, passava boa parte do dia. — Ele está quase dormindo, Sarah. Deixa que eu fico de olho — sussurrou Susy, minha única amiga naquele deserto de asfalto. Susy era uma garçonete veterana, com a pele curtida pelo sol e uma paciência infi
Última atualização: 2026-05-28