INICIAR SESIÓNAssim que o jipe estaciona perto do celeiro dos Almeida , Liliana corre de imediato para verificar o estado dos animais . Rui e Raul a seguem em passos largos se entreolhando pela forma como ela realmente se preocupava com seus pacientes . Não era habitual os animais se sentirem bem perto de sua raça ,eles se agitavam com a presença de seus lobos , mesmo não os vendo, sentiam. Os gêmeos de imediato alcançam sua companheira , ficando admirados pela forma como a vaca deitada estava relaxada ao sentir as maos tranquilizantes de Liliana em seu corpo.
__ Calma menina !- Liliana sussurra as palavras ao animal , que gemia ao respirar com dificuldade . __ Estou aqui para te ajudar .- Ela tentava sentir os batimentos do coraçao do vitelo ainda dentro dela . Seu receio era que ele também estivesse cansado e fraco com as várias tentativas frustradas para nascer .
__ Viemos ajudar tamb !- Rui de imediato declara quando Sr. Almeida os encara com curiosidade.
__ Muito Obrigado!- O velho agricultor rapidamente estende a mão na direção de Raul e Rui em cumprimento, mas sua preocupação era latente .
__ Parece que terei que força-lo a nascer .- Mordendo o labio , Liliana encara Sr. Almeida . Seu suspiro mostrava o quanto a situação podia correr mal.__ Não posso garantir nada , mas pelo menos tentarei salvar os dois .
__ Faça o que achar melhor Dr. Liliana .- O agricultor olha com pena seu animal ali deitado quase já sem forças com o sofrimento. __ Confio plenamente no seu discernimento.
__ Muito bem. - Liliana pega sua maleta , colocando umas luvas cirurgicas , de imediato prepara uma dose de anestesia numa seringa . Olhando seus machos ela fica um segundo pensativa . __ Podem me auxiliar ?
__ Claro que sim. - Raul de imediato se aproxima de sua fêmea, esperando ordens .
__ O que precisas ?- Rui também se coloca do lado de sua futura companheira, analisando a maleta com inumeros utensilios cirurgicos , nao percebia nada de medicina, mas seguiria á risca as ordens , sem hesitar.
__ Só preciso que me dêem as pinças cirúrgicas e a gaze quando pedir . - Liliana se ajoelha , entregando dois pares de luvas a cada um dos seus machos .Colocando de imediato cada objeto que iria precisar naquela cesariana, perto de seus joelhos .
__ Tudo bem !- Raul declara dominante se ajoelhando ao seu lado.
__ Estou pronto também . - Rui declara confiante.
Respirando fundo , Liliana começa por aplicar a anestesia local, alisando a barriga da vaca ela tem que esperar um minuto , tempo para que a droga fizesse efeito. Pegando no bisturi, ela corta a pele por baixo do utero , seus companheiros a ajudavam com compressas e outros utensílios .Em segundos ela consegue agarrar as patas traseiras do vitelo que agora não se movia , se levantando um pouco , tenta com toda a sua força o puxar para fora , mas pela posiçao deitada da mãe , era mais dificil do que num parto normal.
__ Nos diz como fazer.- Raul de imediato se levanta,com o intuito de substituir sua companheira.
__ Tenho mais força e poderemos tira-lo de uma vez . - Rui encara sua femea tambem, a situação era urgente visto que o vitelo parecia estar sem reação.
Acenando com a cabeça , liliana simplesmente os guia , explicando em que sentido deveriam puxar as patas traseiras do vitelo , sem machucar a mãe. Foram segundos que pareciam minutos , mas Rui e Raul com um único puxão conseguem retirar o animal recém nascido.
Correndo para o filhote ensaguentado, Liliana de imediato procura a pulsaçao, mas sem sucesso, como temia . Aplicando pressão no coração do vitelo com suas mãos sobrepostas, ela pressiona varias vezes o estimulando a trabalhar sob o olhar atento e ansioso de seus machos e do sr. Almeida .
Rui e Raul observam com orgulho a fêmea que o destino lhes tinha presenteado, as gotas de suor deslizavam já por seu belo rosto, com a energia que ela despendia a tentava salvar aquele vitelo
Liliana não desistia até que sua persistência acabou dando resultados . O pequeno animal começa a respirar , devagar no inicio , mas logo a um um ritmo constante e saudável,o que faz com que suspiros de alívio sejam audíveis naquele lugar.__ Conseguiste minha fêmea .- Rui se ajoelha ao lado de Liliana limpando carinhosamente suas lágrimas .
__Pensei que o iria perder. - Liliana respira fundo deixando suas lágrimas rolarem livres quando encara seus machos com um sorriso .
__ Nunca duvidei da tu a capacidade,minha femea . - Raul se aproxima beijando sua boca de leve pela primeira vez , seu coraçao se apertava por ve-la chorar , mesmo que fosse lágrimas de alegria .
__ Terei que cuidar da mãe agora .- Liliana aprecia Raul e Rui com um sorriso carinhoso , orgulhosa pela forma como eles a tinham apoiado numa situaçao urgente daquelas,e sem experiencia . __ Preciso que limpem o pequenino,pode ser?.
__ Sem problema .- Rui sorri para Liliana pegando num balde de agua morna e uma toalha felpuda que o agricultor prontamente tinha preparado.
Enquanto limpavam o pequeno vitelo , Raul e Rui apreciavam o profissionalismo de Liliana na forma como ela fechava a ferida do enorme animal ainda ali deitado. Apesar do pequeno respirar e se manter já em pé nas suas quatro patas, eles conseguiam perceber que Liliana não estava tranquila ainda .
__ Estás preocupada ?- Raul se aproxima de Liliana que naquele momento descartava as luvas ensanguentadas, se preparando para lavar e arrumar todo o material veterinario.
__ Sim! - Liliana suspira profundamente encarando Raul depois de lavar as mãos.__ Nao sei se a mãe vai sobreviver .
__ Fizeste o possivel e o impossivel.- Rui rapidamente se aproxima declarando confiante . __ Fomos testemunhas disso.
__ Eu sei . - Liliana se senta num fardo de palha, suspirando de novo, o cansaço estava tomando conta dela . __ Mas sempre sinto que podia fazer mais ...- Balançando a cabeça ela os encara . __ Desculpem , teremos que a vigiar mais umas horas .- Mordendo o lábio ela suspira frustrada. __ Nao era assim que voces imaginavam passar a noite ... hoje...comigo, pois nao ?
__ Não!- Rui de imediato sorri , agarrando o rosto de sua companheira com suas mãos.A fitando carinhosamente ele a beija , desta vez lento, demorado, apreciando a doçura de seus labios , murmurando com voz rouca . __ Mas prefiro estar assim contigo , do que não estar .
__ Para quem esperou até hoje por ti...- Raul se aproxima , se sentando ao lado de sua companheira , ele fica ali um segundo analisando seu rosto . __ Podemos aguentar mais um pouco.- Alisando seu rosto com uma de suas mãos ele deita a cabeça dela em seu ombro,seu cansaço era visível .__ Descansa um pouco,mais umas horas ... será toleravel...- Seus olhos lupinos a encaram, intensamente desta vez ,antes de acrescentar .__ Mas depois disso ... serás unica e exclusivamente ...Nossa!
Eu sorria amplamente ao colocar os pratos de snacks na enorme mesa nas traseiras da nossa casa. Olhando para o pequeno jardim , aprecio meus dois machos cautelosos e atentos colocando um vestido rosa e sapatinhos a condizer nas gêmeas deitadas cuidadosamente numa manta felpuda.Eu queria aquele jantar não só para juntar a família , mas também para ver Cassandra, Simone e Olga,pois minhas filhas gémeas já tinham nascido há quase quatro semanas e apesar das visitas,eu pouco saía de casa. Rui e Raul eram pais babados , era percetível pela forma como cada um as tratava como algo frágil e precioso , assim como me tratavam a mim, depois ter passado um mau bocado para as fazer vir ao mundo , eles quase me amarravam á cama para me obrigarem a descansar. Eu
O resgate tinha corrido sem qualquer problema naquele caso, para meu alívio. Logo que o humano viu Rui e Raul com postura ameaçadora e dominante, exigindo a entrega do animal cativo , rapidamente ele o entregou sem desejar qualquer tipo de conflito. O lobinho apesar de bem alimentado tinha um ferimento numa das patas que poderia infeccionar e isso me deu a oportunidade de mostrar aos meus machos, finalmente , que a minha presença podia ser uma grande ajuda, pois sem dores, os lobos nos acompanhavam mais tranquilos. Feliz ,sorrio para Rui e Raul , ao chegar á reserva natural . Com cautela eles soltam o animal de pelagem cinzenta, dentro do habitat seguro. De imediato ele é alvo de alguns olhares curiosos dos habitantes, mas ele fica ali deitado , notava se que estava ainda fragilizado por estar contido tantos meses numa gaiola com unicamente o dobro de seu tamanho. Por segundos nenhum do
Depois de Cassandra e Ulisses nos cederem o quarto de hospedes para conversar em privado , de imediato Rui e Raul mudam de forma , me encarando apreensivos e completamente nus .__ Nada do que possam dizer me fará mudar de ideias . - Mordendo o lábio , rapidamente lhes atiro dois pares de jeans , para que aquela conversa não tivesse qualquer distração momentânea. __Eu vou convosco .__ Podemos falar calmamente sobre isso. - Rui suspira , vestindo seus jeans encara sua companheira que de imediato coloca uma postura intransigente naquele assunto.__ Não precisamos falar mais nada . - Eu cruzo os braços no peito os encarando dominante . __ Se não me deixarem vos acompanhar a bem...- Rosnando faço uma careta . __ Vou a ma
Já tinham passado duas semanas desde o nascimento dos lobinhos, o canal auditivo já funcionava perfeitamente , e apesar da visão ainda não ser totalmente focada ,já tinham os olhos abertos, pudendo ver o que mais desejavam , a sua progenitora. Depois de 3 dias em que somente tomavam leite do biberao, eles tinham aumentado de peso, estavam mais energéticos e isso nos deixou mais tranquilos pois era hora de começar a deixa-los um pouco com a mãe . A loba se recuperava lentamente , mas com sucesso e isso era o que interessava. Ela aceitara seus filhotes com um carinho estonteante , mesmo não podendo se mover muito ainda , brincavam e se aconchegavam a ela quando o sono abatia sobre eles .Olhando para o jardim de Cassandra eu sorrio amplamente , Rui e Raul estavam em forma lupina e os lobinhos simplesmente os rodeavam, brincando
Eu me sentia completamente relaxada , tão relaxada que me assusto com meu próprio ronco e acordo de um sono reparador . Me espreguiçando languidamente , de imediato acho estranho me sentir tão restaurada com apenas uma hora de sono, piscando os olhos tento abri-los, mas sem sucesso , a luz solar que entrava pela janela quase me cegava. Ofegando com a noção do que aquilo significava , dou um pulo me incorporando rapidamente no sofá .__ Já amanheceu?- Olhando ao redor procuro os machos que tinham garantido que me chamariam para dar a alimentação dos filhotinhos . Encarando Rui e Raul que me apreciavam com um sorriso nos lábios eu bufo exasperada . __ Porque não me acordaram ?__ Porque estavas exausta !- Rui de imediato se levanta da poltrona onde estava
Eram já quatro da manhã e Ulisses trazia café acabado de fazer para nos manter bem acordados . Os lobinhos recém nascidos estavam dormindo tranquilamente por agora , mas a nossa vigilância não podia diminuir. De duas em duas horas os alimentávamos , e os limpávamos com um algodão , para os forçar a fazer as necessidades , visto que era o que a mãe fazia na natureza ,com sua própria lingua . O filhote renascido tambem teria que ser bem vigiado, o lobinho não tinha respirado por longos minutos, impedindo do cérebro de receber o oxigénio que tanto necessitava e isso poderia provocar alguns problemas no seu crescimento . O que me deixava apreensiva tambem em relação a Raul . Ele estava muito apegado ao filhote , o que no fundo era natural, o tinha ajudado a voltar &a







