INICIAR SESIÓNO Kalel não permitiu que a Valentina fosse viajar comigo, pois ela ainda não havia feito 18 anos, e ele não queria que a princesa dele ficasse no meio do mato com uma turma de homens e mulheres com os hormônios a flor da pele.
Enquanto eu bebia uma bela caipirinha, eu fiquei pensando nas coisas que eu iria fazer pra atingir o meu objetivo. — Talvez eu sendo maior de idade, ele decida me olhar como mulher. Falei pra mim mesma com um belo sorriso no rosto, pois dentro de mim exista a certeza que eu iria conseguir. Os dias seguintes à viagem foram apenas pra analisar as minhas alternativas, eu dormi algumas vezes na casa da Valentina e prestei o máximo de atenção na rotina do Kalel, foi então que eu descobri os dias e os horários que ele trabalhava, o tempo que ele costuma passar no escritório, os horários das refeições e até o horário que ele costumava dormir, confesso que descobrir tudo isso sem levantar suspeita, não foi algo fácil, mas eu consegui. Quando finalmente chegou o dia que eu iria assumir os riscos de chamar a atenção dele, eu repassei na minha mente todo o meu plano, eu estava decidida a provar o gosto daquele homem. Eu já havia combinado com a Valentina que eu iria dormir lá. Separei uma calcinha minúscula, uma blusa folgada e curta que eu usaria pra dormir. A minha depilação estava em dia, e era só ele colocar a mão dentro da minha calcinha que eu levaria ele a perdição, esse era o plano inicial, mas exatamente nada correu como o planejado. Eu esperei a Sofia dormir e fiquei no topo da escada, esperando o exato momento que o Kalel iria subir pro quarto dele, eu ouvi a porta do escritório sendo aberta e me escondi esperando ele passar, mas isso não aconteceu, ele nem ao menos subiu as escadas, então eu tomei a decisão de descer. Todas as luzes estavam apagadas, mas existiam luzes pequenas nas colunas, que dava pra andar na casa sem bater em nenhum objeto. Eu ouvi um som vindo da cozinha, então fui até lá. O meu coração parecia uma bomba prestes a explodir, eu estava notoriamente nervosa, mas extremamente decidida. O Kalel estava se servindo de um copo com água, e percebeu quando me aproximei. Ele olhou pro meu corpo rapidamente, mas logo voltou a olhar pro copo bem a sua frente, mas os três segundos que ele passou olhando pra mim, foram suficientes pra eu não recuar. Eu perguntei se ele estava sem sono, e ele me deu uma resposta curta e fria, como todas as outras que ele costumava dar pra mim. Ele tentou se retirar, mas eu me coloquei a frente dele e puxei conversa, eu queria saber se ele tinha o costume de estar com outras mulheres, mas ele deixou bem claro que aquilo não era algo que devesse conversar comigo, e me mandou dormir. Eu sabia que ele me achava muito nova, ele não me via como mulher, e eu estava disposta a mudar esse pensamento dele. Eu nunca tive curiosidade de transar com homens mais velhos, mas dei essa desculpa pra ativar nele o desejo por mim, percebi que ele ficou nervoso, mas ele se manteve firme e disse que eu iria encontrar alguém que matasse essa curiosidade. Mesmo eu colocando o meu corpo colado ao dele, nem por um momento eu senti o pau dele ficar duro por mim e isso era frustrante, e embora ele pedisse pra eu sair da frente dele, eu quis ir mais longe. Eu peguei a mão dele e levei até a minha calcinha, ele parou de respirar por alguns segundos, mas foi tomado por uma onda de arrogância e nervosismo e puxou a mão dele na mesma hora. Ele perguntou o que significava aquilo, eu soltei um leve sorriso ao perceber que a voz dele deu uma desequilibrada, e que ele estava lutando contra os extintos dele. Eu fui clara e disse que queria que ele fosse o homem a matar a minha curiosidade, mas ele disse que aquilo não iria acontecer, mas quando eu vi que finalmente o pau dele havia ficado duro, eu sabia que aquilo não era verdade. Ele segurou nos meus ombros e me obrigou a sair da frente dele, ele saiu andando, se trancou no escritório e eu fiquei parada, na cozinha, sentindo a minha buceta pulsar de desejo por ele. Eu não havia sentido o toque dele como eu gostaria, mas também não iria desistir tão fácil assim.SOFIA ..Sabe aqueles momentos que você está tendo um lindo sonho e tem medo de acordar, que qualquer movimento brusco, poderia tudo desmoronar?!Era assim que eu estava me sentindo, tudo estava tão absurdamente perfeito, eu estava me sentindo tão completa, que só em imaginar perdendo tudo o que eu estava construindo com o Kalel, já me dava motivos pra chorar, e não era qualquer choro, era daqueles sufocantes, quase mortal.Infelizmente o medo era algo que eu precisava tratar dentro de mim. A última vez que falei com os meus pais, foi um dia antes do Kalel se mudar de vez com a Valentina, eles já estavam vindo e eu precisava cumprir a minha promessa, quando eu falei pro meu pai que não iria voltar e que ele não precisava mais me mandar dinheiro, ele simplesmente ignorou a minha mensagem, já a minha mãe me chamou de burra.Isso não me doeu tanto quando doía a uns meses atrás, pois o Kalel e a Valentina me enchiam de tanto amor que o amor dos meus pais perdeu totalmente o valor pra m
Ela não tinha o que fazer além de pegar a bolsa dela e nos seguir.No dia seguinte nossas malas e o meu carro chegaram, tudo na outra casa estava em seus devidos lugares, confesso que ficou estranho tanto espaço na casa e poucos móveis, mas era temporário.Compramos os móveis do quarto da Valentina, e nossa vida já estava entrando nos trilhos.(Três meses depois)Sofia: Amor, acorda, amor?Eu acordei asustado e liguei a luz.— O que houve? você tá bem?Sofia: Acho que a minha bolsa estourou. Eu olhei pra cama e estava toda molhada, eu a ajudei a levantar e tirei o vestido molhado dela.— Realmente sua bolsa estourou meu amor, você está sentindo alguma contração?Sofia: Não, nada ainda.— Vamos, vou te dar um banho e vamos pro hospital. Sofia: Não precisa me banhar Kalel, eu sei fazer isso só.— Eu sei amor, mas você pode sentir uma dor repentina, pode escorregar e cair, eu não quero arriscar. Eu acordei a Valentina e fomos todos pro hospital, duas horas depois a Sofia estava se con
KALEL ..Eu voltei pra São Paulo e durante todo o vôo eu pensei na Sofia chorando, o meu coração estava em pedaços pois eu sabia que ela estava sofrendo em me ter longe dela.Nós tivemos dias incríveis juntos, eu comi ela de todas as formas possíveis, tomando todo o cuidado do mundo pra não machucar o bebê, quando eu a vi depois de longos meses sem ter notícias dela, parecia que eu estava tirando um peso das minhas costas, ela estava tão linda, com uma barriguinha aparente, e um vestido soltinho que marcava perfeitamente os bicos dos peitos dela, os olhos dela brilhavam, demonstrando todo o amor que ela sentia por mim. Fizemos um sexo rápido, mas esse momento iria ficar marcado pra sempre na minha memória. Infelizmente não foi tão fácil resolver a minha situação no hospital, eu tinha pacientes que só aceitavam ser atendidas por mim, pacientes que durante anos foram acompanhadas por mim e como um bom profissional eu tive que cumprir a minha agenda e isso levou longos dois meses.Dur
Tudo o que o Kalel estava falando fazia sentido, e no fundo eu sabia que ele tinha razão.— Eu não quero depender de você Kalel. Kalel: Isso é ridículo Sofia, se vamos dividir a vida, tudo o que é meu passa a ser seu, isso não é dependência, é companheirismo.Eu suspirei derrotada, eu não tinha mais pra onde correr e nem tinha argumentos pra debater com ele. — Tudo bem, eu vou fazer isso, mas só vou fazer quando você morar aqui de uma vez.Kalel: Você ainda tem medo de eu desistir não é?— Tenho.Kalel: Mas eu já dei a minha palavra que eu viria, e isso é outra coisa que precisamos ter, a confiança é a base de um relacionamento duradouro e feliz.— Você precisa entender que muita coisa aconteceu e esse medo não passa assim de um dia pro outro Kalel, isso a gente vai construindo aos poucos, mas a minha decisão já está tomada, eu só vou fazer algo a respeito da minha mesada, quando você já estiver aqui.Kalel: Tudo bem, mas tem só mais uma coisa.— O quê?Kalel: Ou compramos outra cas
Eu saí de cima dele e deitei ao seu lado.— Eu me senti tão sozinha Kalel, tudo o que eu queria era ter você do meu lado, mas eu tinha medo da sua reação, eu não queria que o nosso filho fosse rejeitado, eu vivi rejeitada pelos meus pais a vida toda e tive medo de algo assim acontecer com o nosso filho, e também não queria que você pensasse que eu engravidei de você de propósito, apenas pra te segurar.Kalel: Isso nem passou pela minha cabeça Sofia.— Você tem certeza que eu não estou estragando a sua vida?Ele ficou de lado e deixou o rosto dele grudado no meu, enquanto me olhava nos olhos.— Você está me dando grandes razões pra continuar vivendo, pois antes de você chegar eu já havia esquecido o que era viver.Ele passou as pontas dos dedos pelo meu rosto e eu fechei os olhos, torcendo pra esse momento nunca acabar. Eu passei um longo tempo sentindo o toque dele antes de nos levantarmos e irmos tomar banho.Depois do banho, eu vi que já estava na hora do almoço. Eu fiquei olhando
SOFIA..— Eu achei que você...Kalel: Que eu fosse virar as costas pra você? Que eu fosse ignorar a sua gravidez e deixar passar a oportunidade de construir uma vida com você? Que eu fosse me acovardar mais uma vez e ignorar o fato de que eu te amo, e que não existe outra mulher no mundo capaz de fazer o meu coração bater tão forte quanto você faz o meu bater? Eu jamais faria isso Sofia, eu já perdi tempo demais pensando na opinião dos outros, agora tudo o que eu quero é viver esse amor com você.Ele disse com os olhos marejados, enquanto eu já estava com as lágrimas encharcando o meu rosto.Ele me entregou o buquê de rosas, deu dois passos e passou a mão na minha barriga, e a minha pele inteira arrepiou apenas com o toque dele.Kalel: Essa criança é a melhor coisa que me aconteceu nesses últimos anos além de você é claro, você não precisa ter medo, você não precisa ter dúvidas e nem se questionar se eu te amo ou não, porquê eu vou estar aqui, eu não vou deixar você sozinha porquê e







