INICIAR SESIÓNKALEL
. . No dia seguinte, acordei com batidas na porta, abri os olhos atordoado, e me lembrei dos motivos que me fizeram dormir no escritório. Caminhei até a porta e vi o olhar de estranhamento da minha filha. Valentina: O que houve papai? Por quê dormiu no escritório? A minha vontade era de contar a verdade, e avisá-la que eu não queria mais a amiga dela dormindo em nossa casa, mas a Sofia apareceu bem na hora, e olhou pra mim e eu fiquei paralisado, não consegui pronunciar nenhuma palavra. Valentina: Papai? Onde você está com a cabeça ? — Desculpa minha filha, eu ainda estou sonolento, eu acabei pegando no sono, foi apenas isso. A Sofia se aproximou da porta e ficou do lado da Valentina, me encarando com uma inocência falsa. Sofia: Sua cara não está nada boa tio Kalel, parece que não dormiu muito bem. Valentina: Ele disse que apenas pegou no sono, mas realmente não deve ter dormido bem nessa poltrona. — Eu vou tomar um banho e já volto pra tomar café da manhã, com licença. Eu fechei a porta do meu escritório e fui pro meu quarto, evitando ao máximo olhar pra Sofia, eu havia colocado na minha cabeça que eu jamais poderia permitir que outra situação daquelas voltasse a acontecer. Eu tirei a roupa, liguei o chuveiro, regulei a temperatura da água, e me molhei, mas tomei um enorme susto quando notei um par de olhos me observando através do reflexo do vidro. — Que diabos você está fazendo aqui Sofia? retire-se por favor. Eu procurei o meu roupão, mas de alguma forma ela já havia se livrado dele. Ela desceu o olhar até o meu pênis, e a minha primeira reação foi usar as minhas mãos na tentativa de me cobrir. Sofia: O seu pau é tão grande Tio Kalel, é muito maior do que eu imaginei. — Você está passando de todos os limites Sofia, e se você continuar agindo assim, vou passar a proibir a sua vinda nessa casa. Ela se aproximou de mim, e ficou difícil de engolir a saliva de tão tenso que eu estava. — Se afaste menina, a Valentina pode entrar aqui a qualquer momento, você perdeu o juízo? Sofia: Eu quero saber como você é na cama Tio Kalel, por favor, me mostre. O corpo dela estava tão próximo ao meu, que era inevitável não olhá-la. A boca dela tão carnuda e atrativa, com lábios aparentemente tão hidratados e macios, era um prato perfeitos preparado pelo próprio diabo. Ela voltou a pegar na minha mão, que antes estava me cobrindo, e colocou por de baixo da saia dela, e fez os meus dedos encostarem na calcinha dela como na noite anterior. Nesse momento o meu pênis reagiu, o que pra mim foi um verdadeiro constrangimento. Mais uma vez eu puxei a minha mão, me desviei dela e caminhei rapidamente até o meu closet, peguei um outro roupão e me cobri. Ela saiu do banheiro e ficou me encarando com um sorriso maquiavélico, quando ouvimos a voz da Valentina chamando por ela. Foi inevitável não me desesperar, afinal a minha filha jamais iria entender o motivo da Sofia estar no meu quarto, e poderia pensar que eu havia a induzido a fazer algo comigo, coisa que jamais passou pela minha cabeça. — Saia daqui agora! Falei com uma raiva reprimida, mas na verdade a minha vontade era de puxá-la pelo braço e expulsá-la do meu quarto, da minha casa e das nossas vidas. Sofia: Nós terminaremos isso depois, Tio Kalel. Ela falou, enquanto se retirava do meu quarto e o ar de alívio voltou a circular em meus pulmões. Eu olhei pro meu pênis, que estava pulsando por debaixo do roupão, e lutei contra mim mesmo pra não me masturbar, se eu me masturbasse, estaria mostrando a mim mesmo o quanto eu era pervertido, por atribuir o meu prazer a uma garota que tinha quase a mesma idade que a minha filha. Eu sentei na cama, respirei fundo e tentei me conter. Valentina: Papai? Você não vai nos acompanhar no café da manhã? Minha filha perguntou ao bater na porta. — Me desculpe Valentina, mas eu já estou atrasado pra ir pro hospital, podem tomar café sem mim. Eu ainda tinha um tempo, daria muito bem pra tomar café da manhã antes de ir trabalhar, mas depois de tudo o que havia acontecido, era impossível sentar a mesa na presença da Sofia, eu não conseguiria agir tranquilamente, e correria um enorme risco da minha filha perceber tudo. Eu me arrumei, fui ao meu escritório e peguei a minha bolsa, e passei pela cozinha pra me despedir da minha filha, eu tentei ignorar a Sofia, mas ela fez questão de falar comigo. Sofia: Bom trabalho, Tio Kalel. Eu agradeci sem olhá-la nos olhos, dei as costas e saí. Eu passei todo o caminho até o hospital pensando em uma forma de me livrar dela, mas a Valentina já estava muito apegada a ela, e com a frequência dos treinos, a Valentina passou a ter mais tempo com a Sofia do que com as outras amigas. — Talvez com o fim do ano letivo e com a responsabilidade com a faculdade, esses encontros entre elas duas sejam menos frequentes. Falei pra mim mesmo, tentando me convencer que isso seria uma solução, que a Valentina estaria tão ocupada que mau teria tempo pra sair, ou pra treinar, que a falta de tempo iria afastar as duas. Eu me senti com a consciência pesada, afinal depois que a minha amada esposa morreu, a Valentina só passou a ter alegria novamente depois que começou a treinar futsal, faziam anos que eu não a via tão disposta e feliz, a alegria dela passou a me contagiar, me deixou mais ativo em meu trabalho, e melhorou inclusive o clima sombrio que havia em nossa casa. Apesar de saber disso, afastá-la da Sofia era a coisa certa a fazer, pois ela representava um enorme risco pra nossa família, risco esse que eu não estava nenhum pouco afim de correr. A nossa felicidade não poderia depender da Sofia.SOFIA ..Sabe aqueles momentos que você está tendo um lindo sonho e tem medo de acordar, que qualquer movimento brusco, poderia tudo desmoronar?!Era assim que eu estava me sentindo, tudo estava tão absurdamente perfeito, eu estava me sentindo tão completa, que só em imaginar perdendo tudo o que eu estava construindo com o Kalel, já me dava motivos pra chorar, e não era qualquer choro, era daqueles sufocantes, quase mortal.Infelizmente o medo era algo que eu precisava tratar dentro de mim. A última vez que falei com os meus pais, foi um dia antes do Kalel se mudar de vez com a Valentina, eles já estavam vindo e eu precisava cumprir a minha promessa, quando eu falei pro meu pai que não iria voltar e que ele não precisava mais me mandar dinheiro, ele simplesmente ignorou a minha mensagem, já a minha mãe me chamou de burra.Isso não me doeu tanto quando doía a uns meses atrás, pois o Kalel e a Valentina me enchiam de tanto amor que o amor dos meus pais perdeu totalmente o valor pra m
Ela não tinha o que fazer além de pegar a bolsa dela e nos seguir.No dia seguinte nossas malas e o meu carro chegaram, tudo na outra casa estava em seus devidos lugares, confesso que ficou estranho tanto espaço na casa e poucos móveis, mas era temporário.Compramos os móveis do quarto da Valentina, e nossa vida já estava entrando nos trilhos.(Três meses depois)Sofia: Amor, acorda, amor?Eu acordei asustado e liguei a luz.— O que houve? você tá bem?Sofia: Acho que a minha bolsa estourou. Eu olhei pra cama e estava toda molhada, eu a ajudei a levantar e tirei o vestido molhado dela.— Realmente sua bolsa estourou meu amor, você está sentindo alguma contração?Sofia: Não, nada ainda.— Vamos, vou te dar um banho e vamos pro hospital. Sofia: Não precisa me banhar Kalel, eu sei fazer isso só.— Eu sei amor, mas você pode sentir uma dor repentina, pode escorregar e cair, eu não quero arriscar. Eu acordei a Valentina e fomos todos pro hospital, duas horas depois a Sofia estava se con
KALEL ..Eu voltei pra São Paulo e durante todo o vôo eu pensei na Sofia chorando, o meu coração estava em pedaços pois eu sabia que ela estava sofrendo em me ter longe dela.Nós tivemos dias incríveis juntos, eu comi ela de todas as formas possíveis, tomando todo o cuidado do mundo pra não machucar o bebê, quando eu a vi depois de longos meses sem ter notícias dela, parecia que eu estava tirando um peso das minhas costas, ela estava tão linda, com uma barriguinha aparente, e um vestido soltinho que marcava perfeitamente os bicos dos peitos dela, os olhos dela brilhavam, demonstrando todo o amor que ela sentia por mim. Fizemos um sexo rápido, mas esse momento iria ficar marcado pra sempre na minha memória. Infelizmente não foi tão fácil resolver a minha situação no hospital, eu tinha pacientes que só aceitavam ser atendidas por mim, pacientes que durante anos foram acompanhadas por mim e como um bom profissional eu tive que cumprir a minha agenda e isso levou longos dois meses.Dur
Tudo o que o Kalel estava falando fazia sentido, e no fundo eu sabia que ele tinha razão.— Eu não quero depender de você Kalel. Kalel: Isso é ridículo Sofia, se vamos dividir a vida, tudo o que é meu passa a ser seu, isso não é dependência, é companheirismo.Eu suspirei derrotada, eu não tinha mais pra onde correr e nem tinha argumentos pra debater com ele. — Tudo bem, eu vou fazer isso, mas só vou fazer quando você morar aqui de uma vez.Kalel: Você ainda tem medo de eu desistir não é?— Tenho.Kalel: Mas eu já dei a minha palavra que eu viria, e isso é outra coisa que precisamos ter, a confiança é a base de um relacionamento duradouro e feliz.— Você precisa entender que muita coisa aconteceu e esse medo não passa assim de um dia pro outro Kalel, isso a gente vai construindo aos poucos, mas a minha decisão já está tomada, eu só vou fazer algo a respeito da minha mesada, quando você já estiver aqui.Kalel: Tudo bem, mas tem só mais uma coisa.— O quê?Kalel: Ou compramos outra cas
Eu saí de cima dele e deitei ao seu lado.— Eu me senti tão sozinha Kalel, tudo o que eu queria era ter você do meu lado, mas eu tinha medo da sua reação, eu não queria que o nosso filho fosse rejeitado, eu vivi rejeitada pelos meus pais a vida toda e tive medo de algo assim acontecer com o nosso filho, e também não queria que você pensasse que eu engravidei de você de propósito, apenas pra te segurar.Kalel: Isso nem passou pela minha cabeça Sofia.— Você tem certeza que eu não estou estragando a sua vida?Ele ficou de lado e deixou o rosto dele grudado no meu, enquanto me olhava nos olhos.— Você está me dando grandes razões pra continuar vivendo, pois antes de você chegar eu já havia esquecido o que era viver.Ele passou as pontas dos dedos pelo meu rosto e eu fechei os olhos, torcendo pra esse momento nunca acabar. Eu passei um longo tempo sentindo o toque dele antes de nos levantarmos e irmos tomar banho.Depois do banho, eu vi que já estava na hora do almoço. Eu fiquei olhando
SOFIA..— Eu achei que você...Kalel: Que eu fosse virar as costas pra você? Que eu fosse ignorar a sua gravidez e deixar passar a oportunidade de construir uma vida com você? Que eu fosse me acovardar mais uma vez e ignorar o fato de que eu te amo, e que não existe outra mulher no mundo capaz de fazer o meu coração bater tão forte quanto você faz o meu bater? Eu jamais faria isso Sofia, eu já perdi tempo demais pensando na opinião dos outros, agora tudo o que eu quero é viver esse amor com você.Ele disse com os olhos marejados, enquanto eu já estava com as lágrimas encharcando o meu rosto.Ele me entregou o buquê de rosas, deu dois passos e passou a mão na minha barriga, e a minha pele inteira arrepiou apenas com o toque dele.Kalel: Essa criança é a melhor coisa que me aconteceu nesses últimos anos além de você é claro, você não precisa ter medo, você não precisa ter dúvidas e nem se questionar se eu te amo ou não, porquê eu vou estar aqui, eu não vou deixar você sozinha porquê e







