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02. CONFISSÕES SOB O LUAR E WHISKY

ผู้เขียน: Lidia.D.R
last update วันที่เผยแพร่: 2026-03-14 07:48:25

Capítulo 2: CONFISSÕES SOB O LUAR E WHISKY

​O silêncio da mansão durante a noite era muito diferente do silêncio do dia. Parecia um organismo vivo, respirando através dos estalos da madeira e do sussurro do vento nas frestas das janelas imensas. Pérola não conseguia pregar o olho. O colchão era macio demais, o quarto era grande demais, e a presença do Sr. Alessandro parecia impregnada em cada centímetro daquele lugar.

​Inquieta e com a garganta seca, ela decidiu que precisava de um copo d'água. Ela vestiu apenas uma camisola de algodão branco, simples e levemente transparente contra a luz da lua, que batia em suas pernas. Ela hesitou diante da porta, lembrando-se da recomendação de não circular pela casa, mas a sede falava mais alto.

​Pérola saiu do quarto na ponta dos pés. O corredor estava mergulhado em sombras, iluminado apenas por arandelas de luz fraca. a cada passo que ela dava, sentia o frio do chão de mármore sobre seus pés descalços. Ao chegar perto da sala de estar, viu um brilho alaranjado vindo da lareira e o som do gelo batendo contra o cristal.

​Lá estava ele.

​O Sr. Alessandro estava sentado em uma poltrona de couro, mas não parecia o homem de negócios implacável de horas atrás. Ele estava sem camisa, revelando um peito largo e definido, marcado por uma pele bronzeada que brilhava suavemente sob o fogo da lareira. Suas calças de alfaiataria estavam desabotoadas no primeiro botão, e ele segurava um copo de whisky com uma mão, enquanto a outra repousava na nuca.

​Pérola tentou recuar, mas a madeira do chão da sala traiu sua presença com um estalo seco.

​- A sede é um problema comum em noites de ansiedade, Pérola - a voz dele surgiu do escuro, grave e carregada de uma vibração que pareceu tocar o centro do corpo dela.

​Ela ficou estática. Alessandro não se virou imediatamente; ele apenas deu um gole lento em sua bebida.

​- Desculpe, senhor... eu não queria incomodar. Eu só ia buscar água - ela sussurrou, sentindo-se vulnerável naquela camisola fina.

​Ele se levantou e, finalmente, virou-se para ela. O olhar dele desceu por todo o corpo de Pérola, parando por um segundo a mais do que o necessário na curva de seus ombros e na transparência do tecido. Pérola sentiu o rosto arder, mas algo a impedia de desviar o olhar.

​- Aproxime-se - ele ordenou, mas dessa vez o tom não era de raiva, era de curiosidade.

​Pérola caminhou timidamente até ele. Alessandro indicou a poltrona à frente da dele.

​- O que tira o sono de uma moça tão... tranquila como você? - ele perguntou, servindo um pouco de água em um copo de cristal e entregando a ela. Seus dedos se roçaram no processo, e uma descarga elétrica percorreu o braço de Pérola.

​- É tudo muito novo - ela confessou, bebendo a água depressa. - Eu nunca estive em um lugar assim. Na verdade, eu nunca tive nada.

​E, sem que ela percebesse, as palavras começaram a fluir. Talvez fosse o silêncio da noite, ou o olhar atento - quase magnético - que Alessandro mantinha sobre ela.

Pérola pergunta a ele porque ele não se importou com a falta de estudos dela

Alessandro respondeu dizendo que a experiência vale muito mais que qualquer estudo e ela não parecia ser alguém imatura, estou errado pérola?

pérola diz não senhor não está te dou minha palavra que não vai se arrepender como eu disse farei tudo que o senhor deseja.

​Alessandro escutava cada palavra em silêncio absoluto. Ele não a interrompeu, não a julgou. Ele apenas a observava com uma intensidade que fazia Pérola sentir que ele estava bebendo suas palavras tanto quanto bebia o whisky.

​- Porque está se explicando tanto perola? - ele perguntou suavemente, quando ela finalmente parou, percebendo que avia exagerado Talvez um pouco.

​- Eu... eu não sei - ela baixou a cabeça, envergonhada. Por que eu falei tanto assim para ele? Eu acabei de conhecê-lo!, pensou ela, sentindo-se uma tola. - Acho que o senhor me faz sentir que... que preciso ser honesta.

​Alessandro se inclinou para frente, ficando tão perto que ela podia sentir o cheiro do whisky e do sândalo que vinha de sua pele quente.

​- A honestidade é perigosa, Pérola. Ela dá armas para as pessoas erradas. Mas eu aprecio a sua. Mostra que você é tão pura por dentro quanto é por fora.

​Ele estendeu a mão e tocou uma mecha do cabelo dela, enrolando-a no dedo. Pérola sentiu o fôlego escapar. O olhar dele estava fixo nos lábios dela agora.

​- O senhor também parece diferente agora - ela deixou escapar, a voz quase um suspiro. - É um pai tão cuidadoso, mas aqui... o senhor é... - ela hesitou, procurando a palavra, enquanto seu coração batia como um tambor. - O senhor é muito atraente, Sr. Alessandro. E isso me assusta um pouco ela começou a pensar.

​O silêncio que se seguiu foi pesado, carregado de uma eletricidade quase palpável. Alessandro deu um meio sorriso, um olhar de predador que acabara de encontrar exatamente o que procurava.

​- Se o meu poder te assusta, Pérola, é porque você sabe que ele pode te dominar - ele sussurrou, a voz descendo uma oitava, tornando-se perigosamente rouca. - E você deveria ter medo. Porque quando eu coloco meus olhos em algo que desejo, eu não descanso até que seja meu.

​Ele soltou o cabelo dela, mas sua mão desceu levemente pelo contorno do pescoço dela antes de se afastar.

​- Agora, vá para o seu quarto. O dia começa cedo, e eu quero ver se você será capaz de manter essa coragem quando o sol nascer. Use o vestido que deixei. Eu quero ver se o vermelho combina com essa ousadia que você acabou de mostrar.

​Pérola levantou-se, as pernas bambas. Ela foi para seu quarto sem olhar para trás, mas sentindo o peso do olhar de Alessandro em suas costas durante todo o trajeto. Ao fechar a porta do quarto, ela encostou-se nela, tentando recuperar o fôlego. O que ela tinha feito? Ela tinha acabado de confessar que o achava atraente! em pensamento e porque parecia que ele escutou oque ela pensava.

​Ela se deitou, mas o sono agora estava ainda mais longe. O "chefe" não era apenas um bilionário. Ele era um homem que sabia exatamente como desarmar uma mulher com apenas um olhar.

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